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No Recife, organização estima que ato pró-Bolsonaro atraiu mais apoiadores que a expectativa

Manifestação ocorreu na Avenida Boa Viagem, na tarde deste domingo (26)

Publicado em 26/05/2019, às 15h58

Organização da manifestação acredita em mais de 100 mil pessoas participando do ato  / Foto: Léo Motta/JC Imagem
Organização da manifestação acredita em mais de 100 mil pessoas participando do ato
Foto: Léo Motta/JC Imagem
JC Online
Atualizada às 22h19

Dois dias após a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Pernambuco, manifestantes se reuniram no Recife, neste domingo (26), na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, em consonância com o resto do País. A concentração se iniciou às 14h, na Padaria Boa Viagem. Às 15h, os sete trios começaram a se deslocar em direção ao Segundo Jardim, onde houve a dispersão, por volta das 16h30.

Segundo os organizadores, haviam 100 mil pessoas no ato. A Polícia Militar não divulgou estimativa. Participaram do ato, além de manifestantes espontâneos, os grupos Liberta Pernambuco, Direita Pernambuco, Endireita Pernambuco e PSL Jovem.
Vestidos majoritariamente de verde e amarelo, os manifestantes empunhavam cartazes com duras críticas à atuação do Congresso Nacional, mais especificamente ao bloco do Centrão.

Em algumas faixas, os dizeres: “Centrão, vergonha do Brasil”, “Lugar de ladrão é na cadeia, não no Congresso” e “Câmara e Senado presididos por corruptos”. Assim como no âmbito nacional, as principais bandeiras eram a reforma da Previdência, o pacote anticrime e a medida provisória 870, que modifica a estrutura administrativa do governo, reduzindo o número de ministérios. “É por isso que eu estou aqui. Estou fazendo tudo para alavancar esse País, para que a economia cresça, para que gere emprego, é isso que nós queremos para um país melhor, de prosperidade”, disse a aposentada Marilene Almeida Rocha, de 69 anos.

Também era forte o apoio à figura do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o propositor do pacote anticrime. “Ele é o símbolo do combate à corrupção, uma coisa que a gente não via nesse País e começou a ver a partir de 2014. Isso tomou um volume muito grande, e ele virou uma unanimidade nacional”, diz o comerciante Osvaldo Maciel, de 53 anos, que participou do ato.

 

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi alvo de uma encenação em um dos trios, onde uma pessoa com a máscara do deputado fazia “cabo de guerra” com outras que representavam “educação”, “saúde”, “aposentados e pensionistas”, “Bolsa Família” e “Minha Casa Minha Vida”. No mesmo trio, outra pessoa usava máscara de Moro, segurando uma caixa onde estava escrito “pacote anticrime”.



Críticas mais contundentes ao Supremo Tribunal Federal (STF), defesa da CPI da Lava Toga – investigação a ministros – e pedidos pela saída do ministro Gilmar Mendes também estiveram presentes em alguns dos cartazes, como “STF: Traidores da pátria”.
“O Supremo está contaminado por algumas pessoas. O Supremo em si é importantíssimo como instituição, mas algumas pessoas precisam ser revistas, não sei, talvez sofrerem impeachment”, afirmou a produtora cultural Elaine Alves, de 58 anos.
Durante a cobertura do ato, a equipe de reportagem do Jornal do Commercio foi hostilizada verbalmente em dois momentos diferentes por manifestantes.

Pautas

No ato deste domingo (26), os manifestante pedem a aprovação das reformas Administrativa e da Previdência. “A gente precisa urgentemente da reforma da Previdência se não o país quebra. Posteriormente, a gente precisa aprovar o Pacote Anticrime do nosso Ministro da Justiça Sérgio Moro. Tivemos a aprovação da MP da redução dos ministérios, graças a Deus os deputados mantiveram a redução, que é o decreto do nosso presidente. Ainda têm a reforma política, a reforma tributária, são várias pautas que a gente está defendendo aqui”, disse Wilker.

MBL e Vem Pra Rua 

Durante a última semana, os Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua se opuseram ao ato pró-governo que acontece em cidades de todo o Brasil, neste domingo (26). O MBL, inclusive, foi chamado de “traidor” por grupos de direita e viu bolsonaristas subirem no Twitter a hashtag #MBLTraidoresDaPatria. Para a liderança das manifestações e da direita em Pernambuco, a ausência de movimentos como estes é “uma pena”, mas que é preciso respeitar a democracia.

“É uma pena e não é. Primeiro a gente tem que olhar para a democracia. A gente precisa respeitar a escolha deles. Mas, é uma pena porque poderíamos estar todo mundo junto hoje. Todos os movimentos, todas as pessoas, mas eu acredito, falando como liderança do Liberta Pernambuco e um dos organizadores do movimento de hoje, que essa proibição não impediu nada. Já vi colegas e amigos meus que fazem parte do MBL Pernambuco presentes, o pessoal do Vem Pra Rua também está presente”, afirmou Wilker Cavalcanti. 

Balanço da visita de Bolsonaro ao Nordeste

Para o líder do PSL Jovem, a primeira visita de Jair Bolsonaro como presidente ao Nordeste foi extremamente positiva. “Não me lembro de outro presidente depois de Lula ter chegado aqui em Pernambuco, no Nordeste, e ter tido a recepção que ele teve. Por questões de segurança pessoal do nosso presidente, não tivemos recepção no aeroporto, uma característica durante a campanha, mas nada apaga o brilho que foi a recepção do nosso presidente aqui, principalmente lá em Petrolina. Tem vídeos circulando por toda internet que a gente vê o apoio, os gritos, a manifestação a favor do nosso presidente”, acrescentou.





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