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Governadores do NE tratam Previdência como 'demônio', diz Bruno Araújo

Para Bruno, governadores 'aplaudem' reformam em reuniões em Brasília, mas rechaçam quando voltam aos seus Estados

Publicado em 05/06/2019, às 11h08

Bruno Araújo é um dos críticos ao governo de Paulo Câmara  / Foto: Divulgação
Bruno Araújo é um dos críticos ao governo de Paulo Câmara
Foto: Divulgação
Da Editoria de Política

Em entrevista à Rádio Jornal, na manhã desta quarta-feira (05), o ex-ministro das Cidades e presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, criticou o posicionamento dos governadores do Nordeste em relação à reforma da Previdência. Segundo o pernambucano, que é favorável à permanência dos Estados e municípios na reforma, os gestores nordestinos decidem uma coisa em 'quatro paredes' nos encontros em Brasília e depois tratam a matéria como um 'demônio'. 

"O que está acontecendo na prática, mais no Nordeste, é que os governadores quando chegam aqui em Brasíli fazem um discurso entre quatro paredes, batendo palma para a reforma da Previdência, dizendo que é fundamental para os seus Estados e quando voltam pros seus Estados, tratam a reforma da Previdência como um verdadeiro demônio", disse Bruno, que conclui afirmando que os parlamentares da região se sentem em uma 'relação desleal' com os governadores nordestinos.

"Se não houvesse essa relação não clara, sincera ou demagógica por parte dos governadores, seria resolvido tudo com mais tranquilidade em Brasília. Tenho dúvida de como virá o relatório do relator", completou o presidente. O tucano ainda disse que se tivesse oportunidade, votaria com os Estados e municípios dentro da reforma. "Não iria bancar essa disputa política".  

Quando questionado sobre a posição do PSDB diante da reforma, Bruno garantiu que a decisão será democrática e será feita após o relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), dar o seu parecer. 

"Nós vamos fazer uma reunião conjunta da executiva, com a bancada federal e do Senado, para tomar uma decisão sobre o texto principal da reforma da Previdência, para decidir se fecharemos ou não a questão. Se a maioria dos votos for para fechar a questão, todos os deputados, todos os senadores, isso se a reforma for validada nos Estados e municípios, os deputados estaduais e vereadores também terão que seguir a orientação do partido sob pena de alguma medida disciplinar do PSDB com relação aos parlamentares", explicou Bruno.



O ex-ministro das Cidades ainda acrescentou que essa decisão não é um exercício de força ou autoritarismo e que seria "para reposicionar o PSDB com o discurso que nós temos feito", cravou. 

Aécio e investigados

Sendo uma novidade na sigla, o PSDB lançou na sua 15º Convenção Nacional, realizada na última sexta-feira (31), o seu código de ética. O texto, trouxe um conjunto de normas que dará a opção para o filiado que for flagrado em esquema de corrupção se licenciar da sigla por iniciativa própria até que a situação se resolva.

Se essas regras já estivessem valendo, as filiações do deputado federal Aécio Neves (MG) e dos ex-governadores Eduardo Azeredo (preso há 11 meses em Minas Gerais) e Beto Richa (réu sob a acusação de ter desviado R$ 20 milhões) estariam suspensas até o Conselho de Ética julgá-los. Atualmente, eles continuam filiados ao partido e não receberam punições - Aécio e Richa disputaram as eleições ano passado.

Perguntado sobre o futuro de Aécio no partido, Bruno comunicou que qualquer filiado, sendo Aécio ou não, passará por uma avaliação do PSDB após o recebimento de alguma denúncia. "Qualquer quadro poderá ser denunciado dentro do partido para ter uma avaliação, independente de Aécio Neves. Havendo denuncia formal de qualquer filiado tem que ser avaliado" comentou l tucano.  

Ouça a entrevista na íntegra:

 




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