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LINHA DE INVESTIGAÇÃO

PGR quer investigação única sobre ataques de hacker a procuradores da Lava Jato

Raquel Dodge enviou um ofício ao diretor-geral da PF solicitando a unificação da investigação em relação aos ataques cibernéticos criminosos

Publicado em 12/06/2019, às 21h02

Em outro ofício, também encaminhado ao diretor-geral,  Dodge solicitou à PF a instauração de inquérito policial para apurar a invasão à conta do Telegram no celular institucional utilizado pelo conselheiro Marcelo Weitzel / Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Em outro ofício, também encaminhado ao diretor-geral, Dodge solicitou à PF a instauração de inquérito policial para apurar a invasão à conta do Telegram no celular institucional utilizado pelo conselheiro Marcelo Weitzel
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Estadão Conteúdo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou nesta quarta-feira (12) um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Leite Valeixo, solicitando a unificação da investigação em relação aos ataques cibernéticos criminosos contra membros do Ministério Público Federal (MPF). A Procuradoria-Geral da República afirma "considerar necessário adotar uma linha de investigação que possa esclarecer, além do modo de atuação criminoso, os motivos e eventuais contratantes de um ataque cibernético sistemático contra membros do MPF, principalmente aqueles que atuam nas Forças-Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro e Curitiba".

Em um segundo ofício, Raquel Dodge solicitou à PF a instauração de inquérito policial para apurar uma possível invasão ao celular do conselheiro Marcelo Weitzel, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

As informações foram divulgadas pelo site da Procuradoria-Geral da República.

Segundo a PGR, "no intuito de dar celeridade às investigações, a procuradora-geral da República encaminhou à Polícia Federal cópias de documentos para subsidiar a apuração desses crimes". "Ela também solicitou ao diretor-geral informações sobre o atual estágio das investigações relativas à invasão das contas dos membros no aplicativo Telegram. No ofício, Raquel Dodge pontua que a ação criminosa resultante dessa invasão da conta dos membros, ou o chamado 'sequestro' de identidade dentro do aplicativo, tornou-se de conhecimento público a partir de recente divulgação, pela mídia, de dados e informações coletados de forma ilícita de celulares de membros do MPF".



"Em maio, a tentativa de invasão aos celulares institucionais dos membros do MPF foi comunicada à PGR pelos membros que atuam no Paraná e no Rio de Janeiro. Imediatamente, Raquel Dodge instaurou um procedimento administrativo - que continua em vigor - para acompanhar as investigações. Também foram adotadas providências de segurança necessárias, além de outras medidas cabíveis para aumentar o nível da segurança institucional dos membros quanto aos ataques cibernéticos e resolver o problema de forma definitiva", afirma a Procuradoria-Geral da República.

"Na época, a Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba também requisitou à PF a instauração de inquérito policial para apurar as condutas criminosas. No ofício enviado nesta quarta-feira, Raquel Dodge solicitou informações acerca do andamento do procedimento. No ofício, ela também questionou se a PF também apura se outros membros do MPF foram vítimas da mesma ação criminosa", diz a nota.

CNMP

Em outro ofício, também encaminhado ao diretor-geral nesta quarta-feira, Raquel Dodge solicitou à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para apurar a invasão à conta do Telegram no celular institucional utilizado pelo conselheiro Marcelo Weitzel, do CNMP. O ataque ocorreu na noite desta terça-feira, 11, quando um suposto hacker enviou mensagens por meio da conta do conselheiro no aplicativo.




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