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'Peça desculpa ao Brasil', diz Humberto Costa a Moro em audiência no Senado

Em toda a audiência, Moro vem defendendo que não há ilegalidade no teor das conversas entre ele e os membros da força-tarefa

Publicado em 19/06/2019, às 11h44

É a primeira vez que Sergio Moro fala sobre as conversas vazadas no Congresso Nacional / Foto; Marcelo Camargo/Agência Brasil
É a primeira vez que Sergio Moro fala sobre as conversas vazadas no Congresso Nacional
Foto; Marcelo Camargo/Agência Brasil
Da Editoria de Política

Após uma hora de audiência realizada para esclarecer os vazamentos de conversas entre o então juiz Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato, o senador Humberto Costa (PT-PE) questionou o ministro da Justiça e Segurança Pública sobre a entrega do celular do procurador Deltan Dallagnol para contribuir com as investigações da Polícia Federal (PF). Em seguida, o petista sugere que o magistrado peça desculpas ao Brasil pela situação causada. 

"Esse Dallagnol está lhe prejudicando. Vossa excelência vai pedir para Dallagnol entregar o celular para a PF? O senhor deveria pedir desculpas ao Brasil", disse o pernambucano. 

No seu momento de fala, Humberto afirma ainda que o jornalista Glenn Greenwald está sendo ameaçado, e pergunta se Moro, como ministro da Justiça, já determinou proteção ao fundador do 'The Intercept'. 

Como resposta, Sergio Moro disse estar tranquilo "em relação às condutas que realizei como juiz em relação à Lava Jato" e que "ficou esperando "as revelações bombásticas do jornalista, que o senhor reputa de renome. Não posso afirmar a autenticidade das mensagens, mais uma vez, porque não tenho as mensagens", afirmou o ministro. 



Sobre o jornalista que está sendo ameaçado após as divulgações das conversas, Moro afirmou que as providências foram tomadas imediatamente.

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Estranheza

No início da audiência, o ministro Sergio Moro afirmou que algumas partes das conversas vazadas lhe causam 'estranheza' por não lembrar ter dito o que foi apresentado no vazamento, pelo site The Intercept nos últimos dias. Segundo o ex-juiz, as mensagens poderiam ter sido "parcialmente adulteradas".

"Eu saí do Telegram e não tenho essas mensagens para afirmar se são autênticas ou não. Tem algumas coisas que eventualmente posso ter dito. E algumas que me causam estranheza. Mas vejo que podem ser parcialmente adulteradas. Por isso, desde o início sempre nos referimos como supostas mensagens, pois não tenho como verificar a legitimidade de material", afirma Moro.

Em sua explicação, Moro destacou que a clonagem de seu celular para explicar o vazamento das informações. "Eu não uso o Telegram desde 2017. Em princípio o conteúdo do meu celular não foi acessado, pelo menos não temos evidências até este momento. Entreguei o celular à PF e aparentemente este grupo criminoso tem este método de clonar aparelhos e entrar em aplicativos como o Telegram", acrescentou. 




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