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PROPINA

Lava Jato investiga Grupo Petrópolis por propina paga como doação de campanha

62ª fase da Operação, intitulada de 'Rock City', foi iniciada nesta quarta-feira (31) e investiga o pagamento de propinas disfarçadas de doações de campanha eleitoral realizada por empresas do Grupo Petrópolis

Publicado em 31/07/2019, às 09h28

Executivo da Odebrecht falou, em colaboração premiada, que utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral / Foto: Reprodução
Executivo da Odebrecht falou, em colaboração premiada, que utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral
Foto: Reprodução
Estadão Conteúdo

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, dia 31, a 62ª fase da Operação Lava Jato, denominada Rock City. A ação apura o pagamento de propinas disfarçadas de doações de campanha eleitoral realizada por empresas do Grupo Petrópolis. Segundo a PF, o grupo teria auxiliado a Odebrecht a realizar pagamentos ilícitos por meio de operações dólar-cabo, ou seja, troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior.

Cerca de 120 Policiais federais cumprem um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em 15 diferentes municípios: Boituva, Fernandópolis, Itu, Vinhedo, Piracicaba, Jacareí, Porto Feliz, Santa Fé do Sul, Santana do Parnaíba, em São Paulo - além da capital paulista; Cuiabá (MT); Cassilândia (MS); Petrópolis e Duque de Caxias (RJ); e Belo Horizonte (MG).

As ações são realizadas em cooperação com o Ministério Público Federal e com a Receita Federal. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados.



Transferências para o Grupo Petrópolis

A suspeita da Polícia Federal é de que offshores relacionadas à Odebrecht realizavam, no exterior, transferências de valores para offshores do Grupo Petrópolis, que por sua vez disponibilizava dinheiro em espécie no Brasil para realização de doações eleitorais.

De acordo com a PF, um dos executivos da Odebrecht, em colaboração premiada, afirmou que utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de outubro de 2008 a junho de 2014. As operações teriam resultado em uma dívida não contabilizada de R$ 120 milhões entre a construtora e o Grupo investigado. Em contrapartida, a Odebrecht investia em negócios da cervejaria.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, onde serão interrogados, informou a PF.

Defesa

A reportagem tenta contato com o grupo Petrópolis. O espaço está aberto para manifestações de defesa.




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