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SUGESTÃO

Bolsonaro sugere que repórter faça menos cocô para preservar o ambiente

Na mesma entrevista, presidente ainda defendeu uma política de planejamento familiar e o agronegócio

Publicado em 09/08/2019, às 16h22

"Você olha que as pessoas que têm mais cultura, têm menos filhos. Eu sou uma exceção à regra, tenho cinco. Mas como regra é isso", afirmou o presidente.
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
JC Online com informações da Folha de S. Paulo

Ao ser questionado por um repórter, na tarde desta sexta-feira (9), na saída do Palácio da Alvorada, sobre como acredita que é possível conciliar preservação ambiental ao crescimento econômico, o presidente Jair Bolsonaro deu uma sugestão inesperada como resposta. 

Segundo publicou o jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro sugeriu que o repórter “fizesse cocô dia sim, dia não” para melhorar a preservação do ambiente. "É só você deixar de comer menos um pouquinho. Você fala pra mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também. Agora, o mundo, quando eu falei que cresce mais de 70 milhões por ano, precisa de uma política de planejamento familiar. Não é controle não, você vai ler na capa da Folha amanhã que eu tô dizendo que tem que ter controle de natalidade", disse, ao sair do Palácio da Alvorada. 

“Pessoas que têm mais cultura, têm menos filhos” 

Na mesma resposta que sugeriu ao repórter fazer menos cocô, o presidente da República também levantou o assunto planejamento familiar. Ele defendeu que haja planejamento para, consequentemente, haver uma diminuição da população na Terra e, com isso, menos poluição. Jair Bolsonaro afirmou que a quantidade de filhos de uma família é inversamente proporcional à formação cultural dos pais. Como tem cinco filhos, ele se classificou como uma “exceção”.



"Você olha que as pessoas que têm mais cultura, têm menos filhos. Eu sou uma exceção à regra, tenho cinco. Mas como regra é isso". 

Agronegócio 

Na mesma entrevista, o presidente ainda defendeu o agronegócio, afirmando que as críticas às políticas de seu governo são, em parte, consequência de “propaganda negativa”. 

"[Há] a propaganda negativa. Chamam a ministra Tereza Cristina de a 'Rainha do Veneno'. Porque, por trabalho dela também junto com a Câmara, liberamos mais uma centena de produtos que vão fazer bem para o agronegócio, deixando para trás outros tipos de combate a pragas no campo. Estamos evoluindo. Por que essa pressão agora? É a guerra comercial. Por que a pressão enorme sobre a Amazônia? Porque eles querem a Amazônia, pô. Ninguém chama uma menina de feia se ela não é bonita".




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