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''Doria e Luciano Huck são versões mais domesticadas e cheirosas do que a gente está vendo hoje'', diz editor do The Intercept Brasil

Leandro Demori esteve no Recife para evento de tecnologia que acontece no Bairro do Recife nesta semana

Publicado em 02/10/2019, às 18h34

Leandro Demori também falou sobre jornalismo, Vaza Jato e democracia / Divulgação
Leandro Demori também falou sobre jornalismo, Vaza Jato e democracia
Divulgação
Editoria de Política

O jornalista do The Intercept Brasil, Leandro Demori, criticou as movimentações pré-eleitorais de pré-candidatos ao Planalto em 2022. "A campanha está longe ainda, mas esses candidatos que estão se apresentando cedo como pré-candidatos, tipo (João ) Doria (PSDB) e Luciano Huck são versões mais domesticadas e cheirosas do que a gente está vendo hoje", disse. Além disso, o jornalista também questionou a intenção dos possíveis candidatos quando fazem andanças pelo País.

"Então me parece que estão já tentando fazer uns testes, essas pessoas estão falando, viajando o Brasil e obviamente vai tentar ver se essas candidaturas são viáveis ou não. Me parece claramente que é isso que está acontecendo neste momento", completou.

De passagem pelo Recife para participar do Rec'n Play, o diretor executivo Leandro Demori, também falou sobre jornalismo, Vaza Jato e democracia. Com a palestra intitulada "Se não incomoda ninguém, não serve para nada: o papel do jornalismo na análise crítica dos fatos", Demori esteve ao lado dos jornalistas Lula Pinto (Marco Zero Conteúdo) e Fabiana Moraes no Teatro Apolo, na tarde desta quarta-feira (2).

Em entrevista ao JC, o diretor do The Intercept, falou sobre as consequências da Vaza Jato para a atual conjuntura política nacional. De acordo com ele, a série de reportagens com divulgações dos bastidores da Operação Lava Jato, contribuiu para o debate sobre a garantia de direitos.



"Eu acho que a vaza jato conseguiu quebrar um pouco, rachar um pouco o cristal da imagem que se tinha da Lava Jato e do Sérgio Moro. Mostrar a imagem real deles, para o que eles fizeram de fato. Então eu acho que isso é um avanço importante. Esses julgamentos que o Supremo tribunal Federal está levando adiante agora, por exemplo, o réu ter a última palavra, ter a chance de defesa final, quando é acusado em processo por um delator. Isso parece óbvio, isso é um direito fundamental, direito de defesa de todos nós. Mas estava sendo passado por cima. O STF não estava olhando para isso, então eu posso imaginar que as revelações da vaza jato também acabaram dando coragem para os ministros e um vento favorável da opinião publica, para recolocar as coisas no seu lugar e fazer justiça, o direito de defesa é um direito fundamental. Ninguém precisa pedir direito de defesa, todos nós temos. Então eu acho que tem reações institucionais, que levam mais tempo do que cair um ministro, mas que são mais importantes e mais perenes para a sociedade do que o futuro", explica.


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