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MEIO AMBIENTE

Procuradoria pede a Salles detalhes de plano contra óleo no litoral nordestino

O colegiado da PGR pediu a Salles, também, que fossem tomadas medidas concretas em relação ao assunto

Publicado em 18/10/2019, às 21h42

Ricardo Salles disse que o plano foi acionado desde o início de setembro e que todas as medidas previstas foram colocadas em andamento / Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ricardo Salles disse que o plano foi acionado desde o início de setembro e que todas as medidas previstas foram colocadas em andamento
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Estadão Conteúdo

A Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal (4CCR) enviou, nesta quinta, 17, ofício ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e ao presidente do Ibama, Eduardo Bim, em que pede informações sobre o acionamento do Plano Nacional de Contingenciamento para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional (PNC) no caso do acidente com óleo no Nordeste. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o colegiado "pede ainda indicação das medidas concretas já deliberadas e informações sobre os integrantes do grupo de acompanhamento e avaliação do Plano". As informações foram divulgadas pela Procuradoria-Geral da República.

O ministro Ricardo Salles disse que o plano foi acionado desde o início de setembro e que todas as medidas previstas foram colocadas em andamento. Nessa quinta-feira, 17, em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado, o presidente do Ibama (órgão ligado à pasta do Ambiente), Eduardo Bim, endossou a versão do ministro.

A Procuradoria afirma que, "no entanto, não foram apresentados detalhes do plano nem das ações". "O MPF quer avaliar a adequação das ações previstas e acompanhar sua execução. A medida faz parte de Ação Coordenada "Combate ao Acidente com Óleo no Nordeste", que reúne a Câmara de Meio Ambiente e procuradores da República dos nove estados nordestinos afetados pelo derramamento".

"A 4CCR também acionou a Secretaria de Pesquisa, Perícia e Análise (Sppea) do MPF para a produção de estudos e laudos que possam dimensionar os impactos do acidente. São esperados impactos significativos na reprodução da fauna marinha, no turismo, na economia e em comunidades tradicionais", diz a PGR.



Segundo a PGR, "esse já o maior desastre ambiental da história no litoral brasileiro, em termos de extensão. Até o momento, sabe-se que nove estados nordestinos, 178 praias e 72 municípios foram atingidos pela mancha de óleo na costa, que deu seus primeiros sinais no fim do mês de agosto". "Segundo informações do ICMBio, o acidente atinge também 14 Unidades de Conservação Federal no Nordeste, entre elas, os parques nacionais de Jericoacoara e dos Lençóis Maranhenses, além da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba".

A Procuradoria afirma que "ajuizou ação civil pública para que a Justiça Federal obrigue a União a acionar o PNC em 24 horas". "Os pedidos da ação judicial - assinada conjuntamente por procuradores da República dos nove estados afetados - abrangem toda a costa do Nordeste. Em caso de descumprimento, a multa diária pedida é de R$ 1 milhão. Essa é a segunda ACP sobre o tema. Na primeira, ajuizada em Sergipe, a Justiça Federal já concedeu liminar para determinar medidas de proteção da foz dos principais rios de Sergipe, entre eles o São Francisco".

"Além disso, o MPF instaurou inquérito para apurar as responsabilidades pelo acidente. A investigação está sendo conduzida pela unidade do Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte", diz a PGR.

Nota do Ministério do Meio Ambiente

Em atenção à sua demanda, o MMA informa que as medidas do PNC e do Grupo de Acompanhamento e Avaliação já estão em pleno funcionamento, com mais 1000 homens, helicópteros, aviões e barcos, tudo empregado nas operações de retirada de óleo venezuelano das praias do Nordeste, desde o início de Setembro. Qualquer medida adicional determinada pela Justiça será atendida prontamente. Cabe também aos Estados e Municípios apoiarem nesse esforço.




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