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Protestos persistem por 50 dias no Chile

O Chile vive uma onda de protestos contra o governo de Sebastián Piñera

Publicado em 06/12/2019, às 21h49

O Chile vive a maior crise em três décadas / Foto: MARTIN BERNETTI / AFP
O Chile vive a maior crise em três décadas
Foto: MARTIN BERNETTI / AFP
AFP

Milhares de pessoas se manifestaram nesta sexta-feira, em Santiago, mantendo viva a onda de protestos que há 50 dias sacode o país, na maior crise em três décadas. Como a cada sexta-feira desde 18 de outubro, quando a crise começou com a invasão de estações de metrô em Santiago, milhares de pessoas se reuniram na Praça Itália, epicentro dos protestos, exibindo cartazes, bandeiras chilenas e de times de futebol, e dançando ao som de tambores e trompetes, transformando a manifestação em uma festa alegre e pacífica, constatou a AFP.

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Manifestantes percorreram a praça com uma enorme bandeira chilena com um olho fechado, símbolo das quase 300 pessoas que sofreram graves lesões oculares durante os protestos reprimidos pela polícia. Nas proximidades da praça, encapuzados armados com coquetéis molotov e escudos improvisados formaram uma linha entre os demais manifestantes e a polícia, para evitar a repressão ao protesto.

Centenas de pessoas chegaram à Praça Itália caminhando pela Avenida Alameda, a principal artéria da  capital, gritando palavras de ordem contra o presidente Sebastián Piñera, enquanto o palácio presidencial de La Moneda era fortemente protegido pela polícia.



Também ocorreram protestos nesta sexta-feira em outras áreas de Santiago e em cidades como  Valparaíso e Concepción. A revolta social reduziu a atividade econômica em 3,4% em outubro, o pior índice em uma década. O comércio e o turismo são as áreas mais afetadas, devido a saques, incêndios, ataques e cancelamentos de viagens.

Ao menos 15 mil pequenas e médias empresas (PMEs) foram afetadas pelos protestos, e 75 mil postos de trabalho no setor estão em risco se o movimento continuar, informou o governo nesta sexta. O ministro da Economia, Lucas Palacios, precisou que as 15 mil PMEs "foram afetadas, seja pela redução de vendas ou por danos físicos às instalações", especialmente no centro de Santiago.

As PMEs, que correspondem a 98% do total das empresas no país e geram mais de 50% dos empregos, "sofreram diretamente a deterioração de nossa economia gerada pela violência que vimos nas ruas", disse Palacios para jornalistas. Nesta semana, o governo anunciou um pacote de medidas para reativar a economia e apoiar o emprego, no qual investirá 5,5 bilhões de dólares.




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