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Sergio Moro, Lula, Glenn, Twitter... Um Roda Viva além da televisão e nos trending topics mundiais

#RodaViva, às 23h50, após o término do programa, ainda era o termo mais falado do País e o segundo do mundo

Publicado em 21/01/2020, às 00h22

O ministro participou do Roda Viva nesta segunda (20) / Reprodução de vídeo/TV Cultura
O ministro participou do Roda Viva nesta segunda (20)
Reprodução de vídeo/TV Cultura
JC Online
Atualizada à 0h28

Muito além da televisão, a edição desta segunda-feira (20) do programa Roda Viva com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, alcançou grande repercussão no Twitter, gerando milhares de comentários e dominando os 'trending topics', os assuntos mais comentados da rede social. Os apoiadores do ex-juiz se mobilizaram para subir a hashtag 'MoroHeroiNacional', os críticos concentraram-se na hashtag 'RodaMoro'. Entre tuítes de jornalistas, políticos e anônimos, #RodaViva, às 23h50, após o término do programa, ainda era o termo mais falado do País e o segundo do mundo. (Veja a íntegra da entrevista no final do texto)

Moro respondeu a perguntas feitas pelos jornalistas Alan Gripp, de O Globo, Andreza Matais, do Estadão, Leandro Colon, da Folha de S.Paulo, Malu Gaspar, da revista Piauí e Felipe Moura Brasil, da Jovem Pan. 

Logo no início da transmissão, o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, que tem divulgado diálogos atribuídos ao ex-juiz, ao procurador Deltan Dallagnol e outros integrantes da Lava Jato, utilizou o Twitter para atacar Moro.

Em defesa de Moro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Augusto Heleno, afirmou no Twitter "que o Roda Viva não quer informar, quer constranger o entrevistado".

As deputadas Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF) também estão entre políticos que se posicionaram, criticando o programa.

Durante o programa, o ex-presidente Lula (PT) fez uma publicação na rede social afirmando que estava vendo uma série sobre condenação injusta na Netflix.



Nas respostas ao tuíte, críticos e apoiadores do petista manifestaram-se e houve quem sugerisse que ele estava falando de Moro. 

A série a que Lula se referiu foi baseada em uma história real que chocou os Estados Unidos. "Olhos que Condenam apresenta o notório caso dos cinco adolescentes negros e latinos conhecidos como os 'Cinco do Central Park', que foram condenados por um estupro que não cometeram", traz a sinopse na plataforma de streaming.

Estreando no comando do Roda Viva, a jornalista Vera Magalhães também foi parar entre os assuntos mais comentados do Twitter. Ela perguntou a Moro sobre os motivos de não se manifestar acerca de assuntos como o ataque à produtora do Porta dos Fundos e a saída do secretário nacional da Cultura, Roberto Alvim, que foi demitido após discurso semelhante ao Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler. "Acho que não cabe ao ministro da Justiça e Segurança Pública ser um comentarista sobre tudo", disse Moro.

Sobre o caso de Alvim, o ministro acrescentou que tratou-se de um "episódio bizarro".

Ao ser questionado pelo jornalista Leandro Colon sobre o comportamento do presidente em relação à imprensa, Moro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dá "ampla liberdade à imprensa". 

"O presidente Bolsonaro ataca a imprensa semanalmente. Ele ofende, agride jornalistas, manda uma repórter calar a boca. Um relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) mostra que os casos de violência contra veículos e jornalistas subiu 54% de um ano para o outro e o presidente Bolsonaro foi, sozinho, responsável por 58% dos ataques. O que o senhor acha do comportamento do presidente Bolsonaro em relação à imprensa?", questionou Colon.

"Na minha avaliação, o que eu vi nas eleições passadas foi que tinha um grupo falando que, tomando o poder, ia regular a imprensa, cercear, ao meu ver e entender, tanto a liberdade de imprensa quanto a liberdade do judiciário, falaram que seria necessária reforma do judiciário. Do outro lado, o presidente está dando ampla liberdade para a imprensa fazer seu trabalho, claro que isso é um dever, obrigação, mandamento constitucional, mas não se vê qualquer iniciativa do presidente de cercear a liberdade de imprensa", respondeu Moro.

Moro também negou  uma eventual candidatura à presidência da República em 2022. "Não tenho esse tipo de pretensão", disse. 

"Essas questões de popularidade, elas vem e vão e o importante para mim é fazer meu trabalho como ministro da Justiça, foi o que eu me propus, acho que estamos num caminho certo", acrescentou.

Sobre a possibilidade de eventualmente ocupar um cargo no Supremo Tribunal Federal (STF), Moro afirmou que acha "inapropriado discutir vaga sem que exista de fato a vaga."

Veja a participação de Moro no Roda Viva




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