Jornal do Commercio
FÓRUM NO MARANHÃO

Paulo Câmara assina carta que defende o Estatuto do Desarmamento

O socialista participou do Fórum de Governadores do Nordeste no Maranhão

Publicado em 14/03/2019, às 18h07

Paulo Câmara também falou sobre a reforma da Previdência / Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Paulo Câmara também falou sobre a reforma da Previdência
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Da Editoria de Política

Os governadores do Nordeste se reuniram em São Luís (MA), nesta quinta-feira (14), para a assinatura da criação do Consórcio Nordeste, ferramenta jurídica para que os nove estados da região possam fazer projetos e compras conjuntas. Além disso, os gestores divulgaram uma carta na qual saíram em defesa do Estatuto do Desarmamento. 

"Defendemos o atual Estatuto do Desarmamento e somos contrários a regras que ampliem a circulação de armas, mediante posse e porte de armas. Tragédias como o assassinato da vereadora Marielte e a de Suzano, no Estado de São Paulo, mostram que armas servem para matar e aumentar violência na sociedade. Somos solidários à dor das famílias, destas e de outras tragédias com armas, e é em respeito à memória das vítimas que assim nos manifestamos", dez a carta que foi assinada pelos governadores, entre eles, o de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).

Com relação ao estatuto do desarmamento, Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão e anfitrião do encontro, disse que o posicionamento dos integrantes é a favor de sua continuidade. "Lembramos que o estatuto do desarmamento é fundamental para evitar o aprofundamento do ciclo de violência no Brasil. Nós consideramos que flexibilizar regras de posse e de porte de armar, longe de gerar paz, vai gerar mais violência", defendeu Dino, que se solidarizou com as famílias das vítimas do ataque à escola em Suzano (SP) e lembrou que hoje faz um ano do assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e seu motorista Anderson Gomes.

Durante a reunião outros assuntos foram colocados em debate. Na ocasião, ficou decidido que o grupo dialogará com os 153 deputados federais e 27 senadores que representam os nove estados para que não haja retrocesso quanto a mecanismos essenciais para o desenvolvimento regional, a exemplo do Banco do Nordeste, a Chesf e Sudene.



Além de Paulo Câmara, estiveram presentes os governadores Camilo Santana (CE), Rui Costa (BA), Fátima Bezerra (RN), Wellington Dias (PI), João Azevedo (PB) e Belivaldo Chagas (SE). O vice-governador de Alagoas, Luciano Barbosa, representou Renan Filho, chefe do Executivo.

Previdência

O entendimento dos estados nordestinos é que há necessidade de se debater uma mudança do modelo atual de Previdência Social, mas que é preciso sair em defesa dos que mais necessitam. Em sua participação, Camilo Santana levantou a necessidade de se olhar também para os estados e suas questões com a previdência em consonância com a revisão que a União pretende promover a nível nacional.

“Se a gente consegue resolver de forma emergencial o problema do déficit (previdenciário dos estados) a gente consegue dar um fôlego. Esse debate precisa ser feito com o Governo Federal. Todas as medidas que os estados podem fazer para diminuir seu déficit a maioria aqui já fez. É fundamental que entre essa solução a curto prazo para os estados”, enfatizou o governador.

Paulo Câmara também repercutiu a reforma. “É um assunto que está sendo tratado no Congresso Nacional, mas nós precisamos aprofundar as discussões. Tem questões relacionadas à aposentadoria do trabalhador rural e ao BPC (Benefício de Proteção Continuada) que vão contra o interesse da população mais pobre. Isso precisa ser discutido, porque as regras têm que estar maduras e é preciso olhar o Brasil como um todo. Não dá para ver apenas um sentido, como se tudo fosse igual e não tivéssemos um País tão grande, com tantas regiões e com tanta desigualdade”.


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