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Rumo às eleições

Oposições no Recife: mais uma vez sem união

Assim como as eleições de 2008, o campo da oposição no Recife caminha para ir fracionada para a disputa da PCR, apesar das expectativas da unidade

Publicado em 15/04/2012, às 16h52

Débora Duque

Cada eleição tem sua história. O jargão, reiterado sempre que se tenta fazer uma analogia entre um processo eleitoral e outro, virou regra no meio político. Há de se convir, entretanto, que a história (ou parte dela) se repete, sim. E, na disputa pela Prefeitura do Recife, a máxima se aplica – em alguns aspectos, vale ressaltar – ao campo da oposição. Desde que deixou o poder municipal, em 2000, o grupo ainda não conseguiu sequer provocar a realização de um segundo turno contra os “Joões” do PT. Nem mesmo em 2004, quando a extinta União por Pernambuco estava à frente do governo do Estado com Jarbas Vasconcelos (PMDB). Hoje, as perspectivas são de uma fragmentação ainda maior do que foi em 2008. E a pergunta que fica é se o desfecho também será o mesmo dos dois últimos pleitos.
Em relação ao cenário de quatro anos atrás, algumas condições são semelhantes. Entre elas, os rumos “próprios” tomados por DEM e PMDB com as candidaturas de Mendonça Filho (DEM) e Raul Henry (PMDB). A diferença é que, em 2008, a “divisão” foi encarada com mais naturalidade. Até porque já era esperada, diante da derrota do democrata na eleição estadual (2006) e do desejo de Henry de concorrer desde 2004. Para 2012, criou-se uma expectativa de união que, por hora, não se concretizou e os indicativos são de que, novamente, nenhum dos dois irá abrir mão do seus projetos.
O agravante, desta vez, é que tanto o PPS de Raul Jungmann como o PSDB, com Daniel Coelho, também não cederam. Na última eleição, o primeiro apoiou a postulação “híbrida” de Cadoca (PSC) que, recém-saído do PMDB, fez uma campanha de oposição no âmbito municipal, mas atrelada ao governador Eduardo Campos (PSB). Já os tucanos foram representados pelo ex-deputado Bruno Rodrigues (PSDB) na vice de Henry. É ao descolamento deles, inclusive, que o cientista político Maurício Romão atribui, entre outros fatores, o atual fracionamento da oposição. Somado também, segundo ele, à ausência de uma coordenação política, como houve em 2004 (leia abaixo). “Desde o início, houve um afastamento dos grandes líderes. Os interessados são que negociam, o que torna a unidade mais difícil”, avaliou.




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