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RUMO ÀS ELEIÇÕES

Paulo Câmara, o discreto técnico do novo PSB

Avesso aos holofotes e metódico, pré-candidato socialista será oficializado amanhã, por Eduardo Campos, para a disputa ao governo do Estado

Publicado em 23/02/2014, às 06h29

Paulo Câmara - à frente do painel dos ex-secretários da Fazenda - está no governo desde a primeira gestão de Eduardo, em 2007 / Guga Matos/JC Imagem
Paulo Câmara - à frente do painel dos ex-secretários da Fazenda - está no governo desde a primeira gestão de Eduardo, em 2007
Guga Matos/JC Imagem
Bruna Serra

Paulo Henrique Câmara passa normalmente desapercebido nos eventos do governo de Pernambuco. Alçado a potencial candidato a governador pela Frente Popular, após escolha do governador Eduardo Campos (PSB), seu principal atributo é a discrição. Na nova condição, o economista de 42 anos precisará deixar, desde já, os gráficos e planilhas em segundo plano.

Dois desafios esperam o homem que disputará, pela frente governista, a sucessão de Eduardo Campos: quebrar a aversão aos holofotes – que a partir de agora serão uma constante em sua vida profissional, política e pessoal – e abrir um amplo diálogo político com os 19 partidos que sustentam a aliança governista depois de um processo de escolha que levou o PSB a viver seus “dias de PT”. Duas missões que devem fazer de 2014 um ano especial em sua vida. Seu nome será lançado oficialmente para a disputa amanhã por Eduardo Campos, durante ato da sigla.

Atual comandante da Secretaria Estadual da Fazenda, Paulo Câmara já esteve à frente das pastas de Administração e Turismo durante as gestões Eduardo Campos. Auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), ele foi muito bem recebido pela categoria dos fazendários, tida como uma das mais politizadas de Pernambuco. Sua atuação objetiva à frente da pasta o livrou da pecha atribuída a titulares anteriores: a de caçador de sonegadores. Câmara é bem visto no meio empresarial.

Paulo Câmara tem sido um interlocutor importante de Eduardo Campos com “celebridades” do meio fazendário nacional. Posições do governador em relação à guerra fiscal ou à criação dos fundos regionais de desenvolvimento e compensação de perdas financeiras são alguns temas resultantes de conversas do ainda secretário estadual com o “ex-número 2” do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.



Sua personalidade metódica o faz ser comparado – por vezes – ao prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Portanto, não seria surpresa se um novo objeto ligado ao universo do trabalho fosse utilizado pelo marketing político como marca para vendê-lo candidato. O prefeito do Recife adotou um capacete de operário na eleição municipal de 2012.

Casado com Ana Luiza Câmara – cuja mãe, Vanja Campos, é tia de Eduardo Campos e irmã de seu pai, o escritor Maximiano Campos, já falecido – ele é pai de duas meninas: Helena (9) e Clara (4).

Câmara ascendeu internamente no governo graças ao seu apreço pelo diálogo. Teve seu nome lançado por socialistas como o deputado estadual Aluísio Lessa; o secretário de Governo, Milton Coelho; o prefeito de Moreno, Adilson Gomes Filho; pelo procurador-geral do Estado, Thiago Norões e pelo chefe de gabinete do governador, Renato Thiebhaut.

Estreante em disputas eleitorais, Câmara se enquadra nos padrões de “nova política” prescritos por Eduardo Campos. É diretamente ligado à gestão do Estado, tem perfil técnico e é um homem de sua absoluta confiança. De quebra, é o “pai” do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). Desconhecido no interior de Pernambuco, é dependente da força do governador para garantir a sua eleição.





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