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atraso

À espera de R$ 3 bilhões, Transnordestina pode ficar pronta só em 2018

Ferrovia tem evoluído 1 km ao dia nos trechos do Piauí e do Ceará, mas enfrenta entraves em Pernambuco

Publicado em 17/09/2015, às 10h47

Uma das maiores obras do PAC, a Transnordestina é uma ferrovia de 1.753 quilômetros que vai ligar a cidade de Eliseu Martins (PI), aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE) / Foto: Diegno Nigro/JC Imagem
Uma das maiores obras do PAC, a Transnordestina é uma ferrovia de 1.753 quilômetros que vai ligar a cidade de Eliseu Martins (PI), aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE)
Foto: Diegno Nigro/JC Imagem
Paulo Veras

Iniciada em 2006, ainda no primeiro governo Lula (PT), a Transnordestina ainda precisa de R$ 3 bilhões para ser concluída e pode só ficar pronta em 2018. Em maio, o governo federal havia informado ao JC que a previsão era entregar as obras da ferrovia até 2017. O novo prazo foi apontado pelo presidente da Transnordestina Logística S. A. (TLSA), o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta terça-feira (17).

"Eu não seria honesto a você afirmando (o prazo de conclusão) porque nos falta no planejamento do financiamento algo numa razão de R$ 3 bilhões. Nesse instante estamos captando parceiros e sócios. Nós até conversamos já muito detalhadamente com os chineses para tentar mobilizar esses R$ 3 bilhões. Uma vez conseguido - e eu tenho esperança de consegui-los em um ano mais ou menos - nós podemos ter a esperança de concluir em 2018", afirmou.

Ouça a íntegra da entrevista no site da Rádio Jornal.

Uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Transnordestina é uma ferrovia de 1.753 quilômetros que vai ligar a cidade de Eliseu Martins (PI), aos portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará. Segundo Ciro, os trechos do Piauí e do Ceará estão em ritmo acelerado, com as obras evoluindo entre 1 Km e 1,5 Km ao dia. O trecho de Pernambuco, porém, enfrenta entraves.



"Em Pernambuco nós temos alguns problemas de correção de projetos para uma adaptação dada à via em função de uma ordem judicial em Custódia que suspendeu a obra da ferrovia por conta de uma igreja. Apesar de a gente já ter construído uma igreja no local, mas é uma ordem judicial. E o grande problema é a chegada no Porto de Suape, que tem problema de desapropriação muito grande que não somos nós que fazermos. Naturalmente quem faz é o governo", afirmou Ciro.

TRANSPOSIÇÃO - Ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes também comentou a implantação da Transposição do Rio São Francisco e confessou que muitas vezes fica irritado e aborrecido com o andamento do projeto. Ele ressaltou, porém, que os eixos Leste e Norte devem estar funcionando até o final do próximo ano. Ciro também disse que o projeto inicial da Transposição já tinha concebido uma ligação com um rio do Tocantins que não é necessária agora, mas que pode ajudar a alimentar os canais. A hipótese tem sido comentada por causa da baixa no Lago de Sobradinho, na Bahia.

"Nós já deixamos concebida essa solução. Ela não é necessária agora. E ela vem numa razão praticamente inesgotável através de um rio chamado de Rio Sombra. É uma grande elevatória, tem um túnel, e essas águas do Tocantins chegam também ao São Francisco. De maneira que o projeto de Integração do São Francisco, que são esses dois eixos, vão continuar sendo úteis porque as águas do Tocantins quando vierem, e certamente terão que ser feitas num futuro médio, essas águas usaram a mesma estrutura do projeto São Francisco", disse.




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