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Licitação da nova empresa que vai gerir a Arena Pernambuco deve sair em 60 dias

Governador Paulo Câmara apresentou prazo nesta segunda-feira, 7. Ele garantiu que não haverá descontinuidade nas operações do estádio e que atual parceiro privado fará jogo da Seleção Brasileira

Publicado em 07/03/2016, às 10h36

Arena Pernambuco custou R$ 479 milhões e ficou pronta em junho de 2013 / Foto: Guga Matos/JC Imagem
Arena Pernambuco custou R$ 479 milhões e ficou pronta em junho de 2013
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Paulo Veras

O governador Paulo Câmara (PSB) revelou na manhã desta segunda-feira (7) que o Governo de Pernambuco deve lançar em 60 dias o edital para a contratação da nova empresa que irá gerir a Arena Pernambuco, após ter anunciado na última sexta (4) a decisão de romper o contrato atual com a Arena Pernambuco Negócios e Participações, braço da Odebrecht. O governo anunciou que fará uma concorrência internacional para escolher o novo parceiro privado para o estádio.

"A gente espera que nos próximos 60 dias já haja condição de lançar esse edital e de, com base nisso, a gente ter já uma nova administradora para a Arena. Enquanto isso, eu quero garantir a todos que não haverá descontinuidade nas suas operações. E independente do resultado ou não da licitação, nós vamos cuidar da Arena, que é um equipamento público, um equipamento bem feito, que está entregue e que precisa ser bem cuidado", afirmou o governador.

Segundo Paulo Câmara, o atual parceiro privado continuará gerindo a Arena por enquanto e fará a gestão do estádio no jogo da Seleção Brasileira, marcado para o dia 26 deste mês. "Estamos vendo aí esse prazo de transição. Porque isso envolve algum tempo, como vocês sabem. Mas eu quero garantir que não haverá descontinuidade de nenhuma maneira nas operações da Arena", garantiu o socialista.



Entregue em junho de 2013, a Arena Pernambuco custou R$ 479 milhões. Após a Copa das Confederações, a operação do equipamento ficou sob a responsabilidade da Arena Pernambuco Negócios e Participações, que deveria explorá-lo economicamente. Mas as receitas esperadas não se realizaram, levando o governo a ter que fazer aportes financeiros para manter o equipamento. A decisão pelo rompimento do contrato ocorreu após um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) quer convocar representantes do governo, do parceiro privado, do Tribunal de Contas do Estado e da FGV para uma audiência pública ainda nesta semana para discutir o futuro da Arena.




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