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Processo da Arena Pernambuco foi danoso ao Estado, diz João Lyra

Ex-governador foi o primeiro a suspender o pagamento da contrapartida para operação do estádio

Publicado em 13/03/2016, às 06h00

'O Estado não podia arcar com aquela despesa', defende o ex-governador João Lyra Neto (PSB) / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
'O Estado não podia arcar com aquela despesa', defende o ex-governador João Lyra Neto (PSB)
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Marcela Balbino

Primeiro governador a suspender a contrapartida do Estado para operação da Arena Pernambuco, o ex-governador João Lyra (PSB) explica que a decisão foi tomada por causa do entendimento que o processo era “danoso” ao Estado. À frente do Executivo estadual entre abril e dezembro de 2014 (período em que os repasses foram interrompidos), o socialista afirma que adotou a postura ao perceber que o Estado não tinha condições financeiras de arcar com a despesa. 

“Não paguei nada do aditamento e resolvi não pagar as prestações pela administração, porque achava que o Estado financeiramente não podia arcar com aquela despesa”, disse. “A expectativa era que tivesse uma arrecadação que fosse compatível com o custo e com a concessão da operação. Nós tínhamos um planejamento financeiro que não permitia o pagamento do jeito que estava estabelecido. Já era o início do não pagamento e agora o TCE fez um parecer (apontando isso)”, acrescentou o ex-governador, em entrevista à Rádio Jornal, na última sexta (11).



Para Lyra, a posição da Odebrecht era muito cômoda, porque a empresa tinha assegurada 70% das receitas previstas para o estádio, como aponta a auditoria do TCE. Entre 2013 e 2014, o Estado pagou R$ 81,1 milhões como contrapartida, por causa da cláusula.

Em defesa da decisão do ex-governador Eduardo Campos de sediar o campeonato no Estado, Lyra argumenta que o cenário econômico na época era outro. “Se houve equívoco foi pela sensibilização de ter a Copa do Mundo no Estado”, justificou.




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