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MST planeja mobilização para visita de Dilma à transposição

Grupo é contrário à saída da presidente e diz que vai resistir para inviabilizar governo Temer

Publicado em 05/05/2016, às 07h58

Lula e Dilma visitaram obras da transposição, em 2014, para gravação do guia eleitoral / Foto: Divulgação
Lula e Dilma visitaram obras da transposição, em 2014, para gravação do guia eleitoral
Foto: Divulgação
Marcela Balbino

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se articulam para acompanhar a passagem da presidente Dilma Rousseff (PT) pelo Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco amanhã em Cabrobó, no Sertão. O objetivo é dar apoio à petista, que deve visitar o Estado no mesmo dia em que a comissão especial do impeachment votará o relatório do impedimento no Senado. 

A mobilização terá maior presença dos grupos assentados e acampados do Sertão do Estado. Do Recife, devem ir dirigentes partidários aliados a Dilma. À frente da direção do MST em Pernambuco, Jaime Amorim, disse ontem que ainda estava fechando o planejamento da mobilização, mas antecipou que o movimento fará uma “homenagem” a presidente e a mobilização é um gesto de resistência. 

Ele não soube precisar quantas pessoas devem participar do ato, mas já foram mobilizados integrantes do MST de Santa Maria da Boa Vista, Cabrobó, Orobó e Floresta. “Nós não temos ainda todo o planejamento. O certo é que nós vamos fazer homenagem a presidente”, disse.



Desde que o impeachment ganhou força na Câmara dos Deputados, o MST retomou às ruas a agenda de manifestações. No Brasil, já houve bloqueios de rodovias e invasões de terras.

“Vamos para dar apoio e dizer que vamos resistir o tempo inteiro para inviabilizar o novo governo. O povo brasileiro não pode deixar de ter uma mulher honesta na presidência para estar com um corrupto na presidência e um Eduardo Cunha como vice-presidente, por isso vamos estar no lado dela”, afirmou Amorim. Flores serão levadas para entregar a petista. 

Em abril, antes da admissibilidade do impeachment na Câmara, Dilma fez gestos aos movimentos rurais ao assinar decretos que desapropriam terras para a reforma agrária e regularização de quilombos. O evento fez parte de estratégia do governo de organizar atos positivos para a presidente, a chamada "agenda positiva", para contrabalançar a turbulência do pedido de impeachment em trâmite na Câmara.




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