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Estado vai pagar R$ 246,8 milhões à Odebrecht por quebra de contrato com a Arena Pernambuco

Segundo representantes do governo, valor ainda é metade do que seria pago caso acordo amigável não tivesse sido firmado

Publicado em 10/06/2016, às 15h15

Valor pela Arena será pago pelo Estado à Odebrecht num prazo de 15 anos / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Valor pela Arena será pago pelo Estado à Odebrecht num prazo de 15 anos
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
JC Online
Com informações do repórter Franco Benites

A recisão do contrato da Arena Pernambuco com a Odebrecht custará aos cofres públicos R$ 246,8 milhões. Valor será pago em um prazo de 15 anos. Apesar de rescisão consensual entre o consórcio que administra o equipamento e o governo, ainda há questões judicializadas.

Segundo procurador do Estado, César Caúla, o governo está livre de multa contratual com a Odebrecht. Segundo o governo, a rescisão foi consensual e gerou benefícios ao governo. Sem rescisão amigável, o Estado pagaria o dobro dos R$ 246 milhões acordados.

O governo do Estado está está elaborando o edital de licitação da Arena. A previsão é que fique pronto em 60 dias. De acordo com o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras, o custo mensal com pagamento de pessoal da Arena será de R$ 140 mil/mês. A Arena tinha 32 funcionários. Quando o governo assumiu o estádio, o número caiu para 26. Até nova licitação, a Arena será um equipamento público gerado pela Empetur.

Outra novidade apresentada por Carreras é que o estádio passa a se chamar Arena de Pernambuco. O jogo entre Náutico e Paraná neste sábado (11) já será de responsabilidade do governo do Estado. Felipe Carreras afirmou, ainda, que o Estado tem consciência de que o desafio é melhorar mobilidade para a Arena. 



O contrato do Náutico com a Arena também foi rompido. Segundo Carreras, Sport e Santa Cruz são simpáticos a mandar jogos no estádio.

Os representantes do governo não temem que Operação Fair Play afaste interessados na licitação da administração da Arena. O governo afirma que há quatro empresas internacionais interessadas em administrar. 

Outra questão é o terreno cedido à Odebrecht para a construção da Cidade da Copa. Sobre isso, o governo afirma que irá avaliar o que fará com terrenos.




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