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Polêmica

SDS admite falha de comunicação durante investigação da morte de foragido da Operação Turbulência

Equívoco fez com que peritos se deslocassem ao Motel Tititi um dia após o corpo ter sido encontrado para a realização de uma perícia complementar

Publicado em 27/06/2016, às 17h50

Coletiva de imprensa foi realizada na sede da SDS, no bairro de Santo Amaro / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Coletiva de imprensa foi realizada na sede da SDS, no bairro de Santo Amaro
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
JC Online

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco admitiu, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (27), que uma falha de comunicação durante a apuração inicial das circunstâncias da morte do empresário Paulo César Morato, foragido da Polícia Federal (PF), levou peritos papiloscopistas a se deslocarem ao Motel Tititi, em Olinda, um dia após o corpo ter sido encontrado para a realização de uma perícia complementar. Na ocasião, os peritos foram proibidos pela chefia da Polícia Científica de realizar o procedimento, gerando uma verdadeira polêmica em torno do caso.

A ordem para que os peritos não fizessem o trabalho ao qual foram designados foi denunciada na última quinta-feira (23), fazendo com que o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) e a Associação dos Peritos Papiloscopistas de Pernambuco (Asppape) recorressem ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que a SDS explicasse os motivos que levaram a pasta a tomar esta decisão.

Na coletiva, a SDS tentou esclarecer o caso, mas a falta de comunicação entre a Polícia Civil e a Polícia Científica do Estado ficaram evidentes nas falas dos entrevistados. Participaram do encontro o secretário executivo de Defesa Social, Alexandre Lucena, o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Antônio Barros, o superintendente da PF em Pernambuco, Marcelo Cordeiro Diniz, a delegada responsável pelo caso, Gleide Ângelo, a perita criminal Vanja Coelho, o perito papiloscopista Lauro Macena, e a gestora da Polícia Científica, Sandra Santos.

De acordo com Alexandre Lucena, o perito papiloscopista, apesar de ter entendido que seria necessária a realização de uma nova perícia no quarto do motel, não comunicou nada à delegada Gleide Ângelo, que estava de plantão no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) naquele dia."Houve uma falha de comunicação", disse o gestor. "A equipe da força-tarefa do DHPP foi até o local e foram feitas todas as perícias determinadas pela delegada. O perito papiloscopista que estava lá entendeu que poderia haver a possibilidade de se fazer novas perícias, mas não falou à doutora Gleide nem com a perita criminal, ou seja, não falou com a sua equipe. Pegou o documento, levou até o Instituto Tavares Buril (ITB) e deixou lá para a equipe de plantão do outro dia", concluiu.



O perito papiloscopista que esteve no motel, entretanto, afirma que compartilhou suas impressões com o restante da equipe. Gleide Ângelo, por sua vez, rebate que não ouviu o que ele disse por estar no meio de uma "confusão" naquela noite. A delegada diz, entretanto, que uma nova perícia não auxiliaria significativamente as investigações, pois o local onde o empresário foi encontrado já estava violado.

Questionado se a PF participaria das invstigações, Marcelo cordeiro Diniz afirmou que isso só acontecerá se ficar comprovado que a morte tem relação com a Operação Turbulência. O superintendente afirmou ainda que tem total confiança no trabalho da Polícia Civil de Pernambuco.

O CASO

Paulo César Morato seria um dos principais personagens da Operação Turbulência, deflagrada terça-feira (21) pela PF, que investiga, entre outros fatos, um grupo criminoso responsável por fazer caixa dois para irrigar as campanhas políticas do ex-governador Eduardo Campos (PSB). Com um mandado de prisão expedido em seu nome e sem ser localizado pela PF, o empresário foi considerado foragido. Cerca de 24 horas depois, foi encontrado morto no Motel Tititi, situado às margens da Avenida Perimetral Norte, no bairro de Sapucaia, Olinda.

O empresário, segundo a PF, seria o dono da empresa Câmara & Vasconcelos e um dos financiadores do jatinho usado por Eduardo durante sua campanha presidencial, em 2014. Morato teria emprestado dinheiro a João Carlos Lyra, preso pela PF, para que a aeronave fosse comprada.




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