Jornal do Commercio
Operação Cosa Nostra

PF investiga organização criminosa instalada em prefeituras do Agreste

Agentes públicos municipais são suspeitos de fraudar processos licitatórios, direcionando seus resultados

Publicado em 15/02/2017, às 07h02

Cerca de 70 policiais federais estão em busca de materiais como documentos, planilhas e mídias de computador em quatro cidades / Foto: Divulgação/PF
Cerca de 70 policiais federais estão em busca de materiais como documentos, planilhas e mídias de computador em quatro cidades
Foto: Divulgação/PF
JC Online
Atualizada às 8h32

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Cosa Nostra, em ação conjunta com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas do Estado, para desarticular uma organização criminosa instalada em diversas prefeituras do Agreste do Estado. Agentes públicos municipais são suspeitos de fraudar processos licitatórios, direcionando seus resultados. O valor dos recursos públicos destinados às empresas investigadas para beneficiar políticos, parentes e empresários gira em torno de R$ 100 milhões.

O grupo atuava nas cidades de Agrestina, Panelas, Jurema, Água Preta, Lagoa dos Gatos, Bom Conselho, Jupi, Iati, Riacho das Almas e Angelim. Ao todo, estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, sendo três em Agrestina, seis em Caruaru,  sete em Garanhuns e um em São João. Os três últimos municípios não estão envolvidos no esquema,  são apenas endereços de integrantes dos cartéis e empresas.

Cerca de 70 policiais federais e 10 membros da Controladoria estão em busca de materiais como documentos, planilhas e mídias de computador para auxiliar as investigações em andamento.



Oito pessoas vão ser indiciadas na Operação Cosa Nostra

Oito pessoas suspeitas, entre políticos, representantes de empresas e servidores públicos vão ser indiciados e responsabilizados na medida de sua participação nos crimes de frustação de caráter competitivo de licitação, fraude na contratação, corrupção ativa e passiva e crime de responsabilidade. As penas somadas ultrapassam 30 anos.


Galeria de imagens

Legenda
Anteriores
Próximas

Investigações da Operação Cosa Nostra começaram em junho de 2016

As investigações começaram em junho do ano passado. A partir da denúncia de um vereador foram identificadas diversas irregularidades envolvendo contratação de empresas. Um determinado cartel composto por 'sócios-laranjas' estava vencendo licitações para execução de obras públicas com verbas federais, principalmente na área de saúde e educação. 




Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.

OFERTAS

Especiais JC

Especial Nova Rotação Especial Nova Rotação
As cidades estão entrando em colapso. Refletem o resultado da mobilidade urbana convencional, um mal incorporado à sociedade e de difícil enfrentamento.Mas o momento de inverter essa lógica é agora. Criar uma nova rotação para as cidades, para as pessoas
JC Recall de Marcas 2019 JC Recall de Marcas 2019
Pitú e Vitarella são as marcas mais lembradas pelo consumidor pernambucano, de acordo com a edição 2019 do Prêmio JC Recall de Marcas. O ranking foi feito a partir de levantamento do Harrop Pesquisa para o Jornal do Commercio.
Especial Tempo de Férias Especial Tempo de Férias
O tempo das férias finalmente chegou e com ele os vários planos sobre o que fazer no período livre. O JC traz algumas dicas de como otimizar o período para voltar renovado do merecido descanso.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM