Jornal do Commercio
NA ALEPE

Base de Paulo resiste à privatização da Copergás

BNDES deve homologar em breve consórcio que estudará viabilidade de privatizar Copergás

Publicado em 12/11/2017, às 08h30

Hoje, 51% da Copergás pertence ao Estado e o restante é dividido entre a japonesa Mitsui e a Gaspetro, subsidiária da Petrobras / Foto: reprodução/JC Online
Hoje, 51% da Copergás pertence ao Estado e o restante é dividido entre a japonesa Mitsui e a Gaspetro, subsidiária da Petrobras
Foto: reprodução/JC Online
Paulo Veras

Uma reunião na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) esta mostrou que o governo pode ter dificuldade no Legislativo se optar por privatizar a Copergás. Além da oposição, deputados governistas fizeram questão de registrar que votariam contra uma eventual proposta de vender a empresa. A resistência partiu de Aluísio Lessa (PSB), presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Alepe; de Rodrigo Novaes (PSD), vice-líder do governo no Legislativo; e Terezinha Nunes (PSDB).

Hoje, 51% da Copergás pertence ao Estado e o restante é dividido entre a japonesa Mitsui e a Gaspetro, subsidiária da Petrobras.

O BNDES deve homologar “a qualquer momento” o consórcio que fará o estudo de viabilidade de privatização da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). A Ernst & Young e a Deloitte Touche Tohmatsu ofereceram os menores valores para fazer a avaliação. Quando os contratos de R$ 4,7 milhões forem assinados, o diagnóstico e a modelagem da proposta para desestatizar a companhia de gás começarão a ser elaborados.

O consórcio terá um prazo de seis meses para concluir os estudos que serão levados pelo BNDES ao Governo de Pernambuco, a quem caberá divulga-lo. Se a modelagem proposta for aprovada pelo governo, o processo do leilão de desestatização terá início. Ele inclui a realização de audiências públicas, aprovação do processo pelos respectivos tribunais de contas e publicação do edital com o cronograma do leilão, explica o BNDES. O Estado também poderá pedir ajustes ou rejeitar a proposta.

Em setembro, o governador Paulo Câmara (PSB) admitiu a possibilidade de privatizar a Copergás, mas disse que só negociaria uma venda da empresa após o fim da crise econômica.Assessor institucional da Copergás, Marcelo Barradas Carneiro afirmou na Alepe que a privatização não está na pauta do dia-a-dia da empresa, ressaltando que essa discussão cabe aos sócios.



“Tenho certeza que não está no radar do governo privatizar. E como deputado, como economista de formação e presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, naturalmente vindo esse encaminhamento para cá, eu votarei contra privatizar uma empresa que gera lucro e é uma ilha de excelência no Estado”, avisou Aluísio Lessa. “Esta Casa Legislativa, junto com a sociedade, não concebe sequer a hipótese de a Copergás ser privatizada e entregue ao setor privado”, defendeu Novaes.

Oposição critica governador

A oposição tem usado a possibilidade de venda da empresa para criticar o governador Paulo Câmara. Na oposição ao ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (sem partido), Paulo e O PSB têm capitaneado o movimento contra a privatização da Eletrobras e da Chesf pela União. Ontem, manifestantes portavam na Alepe cartazes com a frase “Governador Paulo Câmara incoerente”.

Líder do governo, Isaltino Nascimento (PSB) disse que não há no Executivo nenhuma ação voltada para a ideia de vender a empresa estadual. “Essa é uma discussão não está posta. Não tem discussão de privatizar a Copergás. Foi chamada uma discussão aqui pelo sindicato e o governo participou. Mas esse tema está fora da pauta”, garantiu o socialista. “A empresa é pública, tem capital privado, pela legislação das SAs, ela tem que fazer uma atualização do seu patrimônio. Foi um procedimento normal, formal, administrativo”, justificou, sobre o estudo em andamento no BNDES.

A oposição ainda não está convencida de que a companhia não será vendida. Teresa Leitão (PT), quer chamar agora o vice-governador Raul Henry (PMDB), secretário de Desenvolvimento Econômico, para uma audiência pública sobre o tema no Legislativo. O líder da oposição, Silvio Costa Filho (PRB), disse que não está descartada a criação de uma frente parlamentar contra a desestatização da empresa.





Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.

OFERTAS

Especiais JC

Especial Tempo de Férias Especial Tempo de Férias
O tempo das férias finalmente chegou e com ele os vários planos sobre o que fazer no período livre. O JC traz algumas dicas de como otimizar o período para voltar renovado do merecido descanso.
Copa América no Brasil Copa América no Brasil
Confira a relação da Copa América com o Brasil, o histórico e detalhes da edição deste ano, na qual a seleção terá que se virar sem Neymar, cortado do torneio. Catar e Japão participam como convidados
O nome dele era Gabriel Diniz O nome dele era Gabriel Diniz
José Gabriel de Souza Diniz, o Gabriel Diniz, ou simplesmente GD como os fãs o chamavam, morreu precocemente, aos 28 anos, em um acidente com um pequeno avião no litoral sul de Sergipe ocorrido na segunda-feira, 27 de maio de 2019.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM