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Prostesto

No Recife, sindicatos realizam ato contra reforma da previdência

Apesar da baixa adesão, centrais sindicais planejam ato no dia 11 de Dezembro contra as reformas

Publicado em 05/12/2017, às 23h04

A pouca adesão ao ato foi tema frisado durante a manifestação / Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
A pouca adesão ao ato foi tema frisado durante a manifestação
Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
Vinícius Sales

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais sindicatos do Recife realizaram, nesta terça-feira (5) um protesto contra a reforma da previdência. Concentrados no bairro do Derby, centro do Recife, ás 15h, os manifestantes hastearam bandeiras, gritaram palavras de ordem contra o presidente Michel Temer e proferiram discurso contra outras medidas do governo. Devido à incerteza de votos, a votação foi adiada de ontem para quarta-feira que vem (13).

"O principal tema aqui é aposentadoria. Você vai morrer de trabalhar e não conseguir se aposentar. Não há necessidade de reforma na previdência. Se o governo quiser fazer algum alteração, o que ele deve fazer primeiro é cobras as dívidas dos bancos e das grandes empresas", afirma Carlos Veras, Presidente estadual da CUT. E complementa: Nossa mobilização é permanente. Iremos continuar com as manifestações. Dia 11 Pernambuco estará parando.”

Para o vereador Ivan Moraes (PSOL) o ato não deveria ser exclusivamente das centrais sindicais, mas sim dos demais trabalhadores. “A reforma da previdência é uma reforma muito importante. Não tem essa de adiar uma semana. Nós sabemos que o governo está comprando tempo e votos. É preciso que a sociedade vá pra rua. O país está sentindo de uma maneira muito forte o golpe em curso. Apenas a mobilização popular vai impedir que isso aconteça.”

Coordenando o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica Profissional e Tecnológica (Sinasefe), da seção pertencente ao Colégio Militar do Recife, Flávio dos Santos Barbosa afirma que apesar das decisão nacional em cancelar as mobilizações, os sindicatos locais pretendem manter os atos. "A reforma é algo que vai trazer um prejuízo muito grande pra classe trabalhadora e a gente não podia adiar isso. Já tinha sido construído durante esses meses".



ADIAMENTO

Discursando em carro de som, os líderes de movimentos reconheceram o esvaziamento do ato e criticaram as cúpulas das centrais sindicais por desmobilizaram as manifestações previstas. “O pessoal de Brasília (dos sindicatos) deveria ter insistido e mantido a greve. Só assim esse governo iria sentir a pressão e desistir dessa reforma”, grita um militante.

"Foi natural o adiamento da greve, já que foi adiada a votação. Mas é importante manter o povo mobilizado. Principalmente no processo de conscientização pelo momento ao qual o povo brasileiro tá passando. E talvez o único ponto positivo de todos esses retrocesso é que o povo está notando e acompanhando o cenário político", afirma a vereadora Marília Arraes (PT).

Por volta das 17h:30, os manifestantes saíram da praça do Derby em direção à Avenida Conde da Boa Vista e finalizaram o ato na altura do shopping Boa Vista. A Polícia Militar e os organizadores do evento não souberam informar o número de participantes.





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