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João Carlos Paes Mendonça lamenta morte de Armando Monteiro Filho

O presidente do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação prestou sua homenagem ao ex-ministro, que faleceu na manhã desta terça (2)

Publicado em 02/01/2018, às 11h49

"O Estado e o País perdem um grande homem. Era um empresário e um político que, como poucos, sabia defender suas ideias de forma habilidosa", afirmou João Carlos Paes Mendonça por meio de nota
Foto: JC Imagem
Editoria de Política

Atualizada às 20h17

O empresário João Carlos Paes Mendonça, presidente do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), divulgou nota lamentando a morte do empresário e ex-ministro Armando Monteiro Filho, que faleceu na sua residência por volta das 6h na manhã desta terça-feira (2). Aos 92 anos de idade, ele sofria de complicações no sistema respiratório e estava com a saúde debilitada. 

"O Estado e o País perdem um grande homem. Era um empresário e um político que, como poucos, sabia defender suas ideias de forma habilidosa. Tinha como marca fazer amigos e ser respeitado por onde passou. Certamente, fez história na política e no mundo empresarial", afirmou João Carlos Paes Mendonça. 

O corpo de Armando Monteiro Filho foi velado nesta terça (3), na Capela Nossa Senhora das Graças, no Instituto Ricardo Brennand, bairro da Várzea. Nesta quarta (3), às 10h, haverá uma missa no Cemitério Morada da Paz, seguida da cerimônia de cremação, às 11h. 

Trajetória política

Armando de Queiroz Monteiro Filho nasceu em 11 de setembro de 1925 em Recife, capital pernambucana. Desde 1945, quando ingressou na Escola de Engenharia da Universidade de Recife, tinha participação na política universitária contra o Estado Novo. Chegou a se eleger deputado estatual pelo Partido Social Democrático (PSD), porém foi impedido de assumir o mandato por ser genro pelo governador eleito, Agamenon Magalhães. Já em 1946 conseguiu se eleger para a primeira suplência do cargo de deputado estadual.




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Em 1951, foi nomeado secretário estadual de Viação e Obras Públicas, onde permaneceu até 1954, quando assumiu uma vaga aberta na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Em 1954, foi o deputado federal mais votado do Brasil e se reelegeu em 1958. No seu segundo mandato, participou da elaboração do projeto que concebeu o Conselho de Desenvolvimento Econômico do Nordeste, que serviu de base para a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Em 1951, no governo de João Goulart, Armando Monteiro Filho foi nomeado para o Ministério da Agricultura. Uma das marcas da sua gestão na pasta foi Fundo Federal Agropecuário (Ffap). Com a renúncia do primeiro-ministro do governo Jango, Tancredo Neves, em 26 de junho de 1962, reassumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados. Nas eleições para o governo de Pernambuco em 1962, disputou o cargo, mas ficou em terceiro lugar, no pleito que teve como vencedor Miguel Arraes. Encerrou seu mandato de deputado federal em 1963.

Durante o regime militar, com a extinção dos partidos políticos pelo AI nº 2 e a instauração do bipartidarismo, Armando Monteiro Filho se filiou ao PMDB, partido de oposição e chegou a concorrer ao Senado Federal em 1966, mas não alcançou o pleito. Após o fim do partidarismo em 1979, ele se filiou ao PDT. Só voltou a concorrer a um cargo público em 1994, quando buscou uma vaga de senador. Em 1998, deixou o PDT e ingressou no PMDB.

Genro do ex-governador Agamenon Magalhães, era casado com Maria do Carmo Monteiro, com quem teve cinco filhos. 





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