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Falecimento

Paulo Câmara decreta luto oficial pela morte de Armando Monteiro Filho

O governador lamentou o falecimento do ex-ministro Armando Monteiro Filho na manhã desta terça (2) e decretou luto oficial de três dias em Pernambuco

Publicado em 02/01/2018, às 10h25

Armando Monteiro Filho foi ministro da Agricultura no governo de João Goulart, exerceu mandato de deputado federal e estadual / Foto: JC Imagem
Armando Monteiro Filho foi ministro da Agricultura no governo de João Goulart, exerceu mandato de deputado federal e estadual
Foto: JC Imagem
Editoria de Política

Atualizada às 14h01

O governador Paulo Câmara (PSB) decretou nesta terça-feira (2) luto oficial de três dias em Pernambuco pela morte do ex-ministro e empresário Armando Monteiro Filho. Ele faleceu na sua residência por volta das 6h na manhã desta terça-feira (2). Aos 92 anos de idade, ele sofria de complicações no sistema respiratório e estava com a saúde debilitada. 

O corpo de Armando Monteiro Filho será velado das 16h às 19h desta terça (3), na Capela Nossa Senhora das Graças, no Instituto Ricardo Brennand, bairro da Várzea. A partir das 20h, ele passa a ser velado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista. Nesta quarta (3), às 10h, haverá uma missa no mesmo local. A cerimônia de cremação será às 11h.

Paulo Câmara divulgou uma nota de pesar lamentando a morte de Armando Monteiro Filho e prestando a sua homenagem pessoal à ele. Na nota, o socialista afirma que Armando foi um "honrado pernambucano" e que como empresário e político, sempre lutou pelas maiores causas de Pernambuco e do Brasil. 

Leia a íntegra da nota 

"Dr. Armando foi um honrado pernambucano, um legítimo cavalheiro que sempre lutou, ao longo de toda a sua vida, pelas maiores causas do nosso Estado e do Brasil, como empresário e politico. 

Dr. Armando teve uma postura firme, democrática e corajosa no enfrentamento com a ditadura militar e foi uma referência para gerações. 

Quero prestar a minha homenagem pessoal a esse grande pernambucano e me solidarizar com seus familiares e amigos".

Ribeirão

O prefeito de Ribeirão, na Mata Sul de Pernambuco, Marcello Maranhão (PSB) também decretou luto oficial pelo falecimento de Armando Monteiro Filho. Ele era proprietário da Fiação e Tecelagem de Ribeirão. Marcello manifestou sentimentos para os seus familiares e reconheceu a sua contribuição para o desenvolvimento econômico do município. 



“Dr. Armando era um homem gentil e muito honrado. Foi uma pessoa que contribuiu pelo desenvolvimento econômico de Ribeirão. Era um visionário na política e no mundo empresarial. Vai fazer muita falta ao país, principalmente agora que estamos passando por essa crise ética. Minhas condolências a Dona do Carmo, Armando Monteiro Neto, Eduardo Monteiro, Maria Letícia, Horácio e Cláudio”, afirmou Marcello Maranhão por meio de nota. 

Trajetória política de Armando Monteiro Filho


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Armando de Queiroz Monteiro Filho nasceu em 11 de setembro de 1925 em Recife, capital pernambucana. Desde 1945, quando ingressou na Escola de Engenharia da Universidade de Recife, tinha participação na política universitária contra o Estado Novo. Chegou a se eleger deputado estatual pelo Partido Social Democrático (PSD), porém foi impedido de assumir o mandato por ser genro pelo governador eleito, Agamenon Magalhães. Já em 1946 conseguiu se eleger para a primeira suplência do cargo de deputado estadual.

Em 1951, foi nomeado secretário estadual de Viação e Obras Públicas, onde permaneceu até 1954, quando assumiu uma vaga aberta na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Em 1954, foi o deputado federal mais votado do Brasil e se reelegeu em 1958. No seu segundo mandato, participou da elaboração do projeto que concebeu o Conselho de Desenvolvimento Econômico do Nordeste, que serviu de base para a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Em 1951, no governo de João Goulart, Armando Monteiro Filho foi nomeado para o Ministério da Agricultura. Uma das marcas da sua gestão na pasta foi Fundo Federal Agropecuário (Ffap). Com a renúncia do primeiro-ministro do governo Jango, Tancredo Neves, em 26 de junho de 1962, reassumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados. Nas eleições para o governo de Pernambuco em 1962, disputou o cargo, mas ficou em terceiro lugar, no pleito que teve como vencedor Miguel Arraes. Encerrou seu mandato de deputado federal em 1963.

Durante o regime militar, com a extinção dos partidos políticos pelo AI nº 2 e a instauração do bipartidarismo, Armando Monteiro Filho se filiou ao PMDB, partido de oposição e chegou a concorrer ao Senado Federal em 1966, mas não alcançou o pleito. Após o fim do partidarismo em 1979, ele se filiou ao PDT. Só voltou a concorrer a um cargo público em 1994, quando buscou uma vaga de senador. Em 1998, deixou o PDT e ingressou no PMDB.





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