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SAÚDE

Oposição visita Hemope e aponta 'descaso' do governo estadual

A bancada de oposição afirma haver sobrecarga dos servidores, problema de infraestrutura e falta de medicamentos

Publicado em 02/05/2018, às 14h09

Deputados visitaram o Hemope / Foto: Bancada de Oposição / Divulgação
Deputados visitaram o Hemope
Foto: Bancada de Oposição / Divulgação
Da Editoria de Política

Após visita à Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), a bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) fez críticas ao governo Paulo Câmara (PSB) e apontou descaso com a entidade. Entre os problemas apontados pela oposição, estão a sobrecarga dos servidores, problema de infraestrutura e falta de medicamentos. O grupo ainda afirma que em alguns casos, por falta de maca, pacientes esperam sentados nos corredores. 

"O governo não honrou o compromisso de implementar o Plano de Cargos e Carreira, como prometido. Mas o que revolta qualquer cidadão, é que o Estado gastou milhões em consultoria, cargos comissionados e publicidade, enquanto deixou o Hemope nessa situação. Infelizmente a gestão atual não tem cuidado das pessoas", disse o líder da oposição na Alepe, deputado Silvio Costa Filho (PRB).

Segundo os deputados, o Hemope conta com cinco consultórios disponíveis no espaço da triagem, apenas dois médicos realizam o atendimento das centenas de pessoas que passam pelo local.

Segundo a deputada Socorro Pimentel (PTB) a unidade de saúde não pode ficar do jeito que está. "Como médica, também me solidarizo à situação que vêm enfrentando os profissionais do Hemope. É inadmissível tamanha desvalorização, os atrasos constantes de salários, as péssimas condições de trabalho. Tudo isso ecoa diretamente na nossa população, que precisa do serviço, mas não usufrui de um número de profissionais suficientes que supram a grande demanda", destacou a parlamentar.

"Nós temos vinte vales transporte para todo o mês. Se tem um plantão extra não temos passagem para trabalhar. Além disso, nosso vale alimentação é de R$10/dia, que não é reajustado há quase 30 anos. É preciso que seja feito alguma coisa pelos servidores. A situação do Hemope nos entristece e deixa a desejar. Temos que chegar ao governo do Estado para poder reivindicar melhores condições de trabalho", destacou a auxiliar de enfermagem Márcia Pereira.



A bancada oposicionista irá visitar outras obras e equipamentos públicos e solicitará uma audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa para discutir a situação da Hemope.

RESPOSTA

A direção da Fundação Hemope esclarece que presta atendimento nas áreas de hemoterapia - captação de doador, coleta de sangue, diagnósticos laboratoriais e liberação do sangue para transfusão; e também hematologia - atendimento ambulatorial e hospitalar especializados para tratamento das patologias do sangue. Diante da atuação nesses segmentos, a unidade reconhece a grande demanda de pacientes, contudo, ressalta que possui porta aberta, atendendo a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que procuram o serviço.

É importante ressaltar que o hospital dispõe de quarenta leitos, serviço ambulatorial, de pronto atendimento, hospital-dia, atendimento odontológico e acompanhamento fisioterápico e psicológico. Nesse sentido, o Hemope faz o primeiro atendimento e, quando possível, realiza o encaminhamento do paciente para outras unidades da rede, de acordo com o tipo de caso. “A Secretaria Estadual de Saúde vem trabalhando em um plano para descentralização do atendimento de hematologia para outras áreas do Estado, para que cada uma das quatro macrorregionais pernambucanas contem com algum centro de referência para tratamento”, explica Isaltino, líder da bancada do governo na Alepe.

Desde 2013 o Hemope convocou cerca de 300 profissionais para reforçar as escalas de suas unidades. Também foi realizada, neste ano, seleção simplificada para três pediatras, com atuação no hospital do Hemope, que tem mantido suas escalas médicas completas no hospital. Em relação à infraestrutura do Hemocentro, a direção ressalta que vem trabalhando para qualificar a área e resolver os problemas existentes.

Sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) faz parte da política de gestão de pessoal do Governo do Estado e disciplina o ingresso na carreira, instituindo oportunidades e estímulos ao desenvolvimento pessoal e profissional dos servidores. A partir do PCCV, os profissionais de saúde podem progredir em decorrência de critérios de desempenho ou por elevação de nível profissional a partir do nível de formação/qualificação profissional que possua, dentro de uma mesma grade. “Nesse sentido, a SES e a Secretaria de Administração estão em constante contato com servidores da unidade para processo de revisão e aprovação do PCCV para profissionais do Hemope”, ressalta o deputado.


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