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Operação Abismo

Prefeito do Cabo, Lula Cabral é preso em operação da PF

De acordo com a operação, que corre sob sigilo de justiça, houve uma fraude no instituto previdenciário da cidade

Publicado em 19/10/2018, às 11h14

Reportagem registrou momento de chegada de Lula Cabral à sede da Polícia Federal (PF), no Bairro do Recife / Foto: Leo Motta/JC Imagem
Reportagem registrou momento de chegada de Lula Cabral à sede da Polícia Federal (PF), no Bairro do Recife
Foto: Leo Motta/JC Imagem
JC Online

O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR), Lula Cabral (PSB), foi preso em operação contra fraudes no instituto previdenciário, na manhã desta sexta-feira (19). O mandado de prisão faz parte da Operação denominada "Abismo", da Polícia Federal (PF), busca a desarticulação de uma empresa que cometia fraudes em institutos previdenciários em vários estados do País.

De acordo com a PF, as investigações da operação tiveram início em março deste ano e apontam que foram transferidos mais de R$ 90 milhões de reais do instituto previdenciário do Cabo,  que antes se encontravam investidos em instituições sólidas, para fundos de investimento compostos por ativos “podres”. Isso significa que não tem lastro e com uma grande probabilidade de inadimplência futura. Este esquema coloca o risco de pagamento da aposentadoria dos servidores do município e há possibilidade de já estarem prejudicados com a ação. 

Nesta sexta-feira, houve cinco mandados de prisão no Estado, e até o fim da manhã, quatro já haviam sido cumpridas. Estão sendo cumpridos 18 mandados de busca, dois mandados de prisão temporária e quatro de prisão preventiva. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região autorizou o sequestro e o bloqueio dos bens e valores depositados em contas bancárias no nome dos investigados.  

Os suspeitos estão sendo indiciados por lavagem de dinheiro, associação criminosa, crimes financeiros, corrupção ativa e passiva. A pena desses crimes ultrapassa 30 anos de reclusão. Os presos serão levados para a sede da Polícia Federal, na área central do Recife, onde deverão prestar depoimento e serão encaminhados para o sistema prisional.  



Esquema

De acordo com a delegada da PF, Andrea Pinho, dentro do esquema havia uma empresa de fundos de investimentos que atuava de forma irregular. "Para conseguir captar clientes, ela se associou a lobistas, principalmente, aqui em Pernambuco, para fazer fundos de captação milionários. Como é o caso do instituto desta cidade, em que houve a transferência de quase cem milhões de reais", explica a delegada.

De acordo com o também delegado da PF, Márcio Tenório, lobistas, funcionários, o prefeito e parentes ligados ao instituto previdenciário. "A gente nesse esquema, a associação criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra ao fundo previdenciário. A investigação aponta que 50% de parte deste dinheiro já estava nesses fundos garantidos. Eles não poderiam mexer nesses fundos", confirma o delegado.

Números da operação

Segundo a investigação, que ocorre sob sigilo de justiça, houve a atuação de 220 policiais federais em cumprimento de sessenta e quatro ordens judiciais. No total, foram sendo 42 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de prisão temporária, nos estados de  São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Goiás, Santa Catarina e no Distrito Federal. Estão sendo presos, empresários, lobistas, advogados, políticos, religiosos e outras pessoas que de uma forma tem participação com o esquema criminoso.

As medidas foram determinadas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que ainda autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores depositados em contas em nome dos investigados. 




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