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DELEGADA

Delegada da Decasp diz que é 'alienada política' e não quis atrapalhar eleição

Em entrevista ao Resenha Política, delegada que respondia pela Decasp diz que não busca saber o partido dos alvos das operações

Publicado em 07/11/2018, às 15h21

A delegada Patrícia Domingos, da Decasp, em entrevista à TV JC / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
A delegada Patrícia Domingos, da Decasp, em entrevista à TV JC
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Da Editoria de Política

Delegada responsável pela agora extinta Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), a delegada Patrícia Domingos afirmou nesta quarta-feira (7), em entrevista ao Resenha Política, da TV JC, que não se interessa em saber qual o partido dos alvos da operação que coordena e que não teve a intenção de atrapalhar a eleição de nenhum dos alvos divulgados nas ações da Polícia Civil. Patrícia também criticou a postura de tentar atacar investigadores e teceu vários elogios ao juiz federal Sérgio Moro, que deixará a Operação Lava Jato para assumir o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro (PSL).

"Acho muito temerário e uma postura não republicana o ataque aos investigadores que estão fazendo o seu papel. Eu recebo um salário todo mês que é pago por vocês. Se eu não fizer nada, vocês vão me criticar. Então eu tenho que trabalhar", afirmou. "Sou bem alienada na questão política. Prefiro não saber quem é de qual partido. Isso para mim é indiferente. Se eu receber a denúncia, eu vou apurar", prometeu.

Questionada sobre a divulgação do indiciamento da deputada federal eleita Marília Arraes (PT) e do ex-secretário de Administração Milton Coelho (PSB) antes da eleição, a delegada afirmou que não divulgou as ações, mas que foi questionada pela imprensa sobre os dois casos dez dias após encaminhar os inquéritos para o Ministério Público.



'Vou mentir?'

"Eu vou mentir? Eu vou dizer que não? Eu confirmei. Falei que indiciei por crime de peculato e que não iria mais falar sobre o fato. Voltei para a coletiva. Até porque estava sendo publicizado um fato que tinha ocorrido naquele dia", explicou. "Estava em uma saia justa, justíssima, com câmera ligada, gravando. Para eu comprometer minha reputação profissional mentindo? Tenho compromisso com a verdade, com o trabalho, com a transparência e com a sociedade. vocês são credores dos nossos salários. A gente fica numa situação muito difícil", emendou.

Patrícia também disse que após entregar os indiciamentos, a Polícia Civil perdeu o controle sobre quem teve acesso ao inquérito. "Nomes públicos na capa do inquérito chama atenção? Chama. Mas nós não tivemos interesse em atrapalhar a eleição de ninguém. Tanto que ela (Marília Arraes) foi eleita", assegurou.



Comentários

Por Juliana de Moura,08/11/2018

Um absurdo. Uma vergonha para o estado de Pernambuco o atual governador e a quase totalidade da ALEPE. E cade o MPPE,OAB-PE,Gleide Angelo(ex-delegada e deputada estadual mais votada nas eleições)?

Por E.P.S.,08/11/2018

É profundamente estranha a aplicação da "URGÊNCIA" para extinguir o DECASP??? Sem olvidar que não foi perceptível alguma manifestação do MP/PE, nem da OAB_PE., diante deste interesse governamental...



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