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Suspensão

TCE suspende compra de R$ 1,8 mi em livros de homenagem a Arraes

Os livros sobre Miguel Arraes seriam distribuídos em um 'kit-box' com dois livros, ao custo unitário de R$ 456 cada, segundo o empenho oficial da despesa

Publicado em 10/01/2019, às 12h47

O livro seria uma homenagem ao ex-governador Miguel Arraes / Foto: Alexandre Severo/ Acervo JC Imagem
O livro seria uma homenagem ao ex-governador Miguel Arraes
Foto: Alexandre Severo/ Acervo JC Imagem
Da Editoria de Política

Com contas apertadas neste início de ano, o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) suspendeu a compra sem licitação de quatro mil livros pela Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), que iriam homenagear o ex-governador Miguel Arraes, pelo custo total de R$1,8 milhão. A decisão foi da conselheira Teresa Duere, relatora das contas da Alepe, atendendo a um pedido de medida cautelar feito pelo Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO).

 

 

O primeiro-secretário da Assembleia, deputado Diogo Moraes (PSB), autorizou a compra sem licitação em 21 de dezembro do ano passado. Os livros seriam distribuídos em um "kit-box" com dois livros, ao custo unitário de R$ 456 cada, segundo o empenho oficial da despesa, publicado no site TomeConta do TCE. 



"Em primeiro lugar, registra este membro do MPCO que o Governador Miguel Arraes, por toda a sua história e biografia, é merecedor de todas as homenagens em Pernambuco, no Brasil e no mundo. O MPCO, contudo, coloca à Relatora a pertinência de um gasto tão elevado em livros para realizar uma homenagem, em um momento de tanta crise financeira no país e também no Estado de Pernambuco. Afinal, está se tratando de quase 2 milhões de reis em livros para serem distribuídos como homenagem", afirmou o procurador Cristiano Pimentel, do MPCO, ao requerer a suspensão.

Publicação no DO

A compra dos quatro mil livros só foi publicada no Diário Oficial em 27 de dezembro, entre o Natal e o Ano Novo, quando a Assembleia e o próprio TCE estavam em recesso de fim de ano. A Editora Canaã foi a contratada para realizar a produção dos livros.


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Comentários

Por Joaquim Moura,10/01/2019

É uma gastança, kkkk. Falta de tudo inclusive vergonha.Da forma que a coisa está acredito que é uma ação para fechar uma porteira para aumentar outra. È um morde e alisa.

Por Professor,10/01/2019

Parece que estão abrindo os olhos.

Por LYRA,10/01/2019

Só esqueceram de proibir quando Paulo Câmara, o filho do MELIANTE MORTO, Eduardo Campos, comprou algumas Notas Fiscais, onde constavam somente itens de guloseimas e flores para o palácio das meninas alegres, no valor de quase R$400.00,00, onde é que estava o tal TCE, o tribunal do faz contas.

Por LYRA,10/01/2019

Não acredito que o TCE tomou essa decisão.



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