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LÍDER DO PSB

Para Tadeu Alencar, não se pode ter a visão de 'privatizar tudo'

Líder do PSB, o deputado Tadeu Alencar também diz que a reforma da Previdência é necessária, mas defende um bom sistema de transição

Publicado em 12/02/2019, às 16h37

Tadeu é líder do PSB na Câmara / Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Tadeu é líder do PSB na Câmara
Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Da Editoria de Política

O líder do PSB na Câmara dos Deputados, Tadeu Alencar (PE) defendeu que as áreas estratégicas de saúde, educação e segurança necessitam da atuação do Estado. "Nós não precisamos nem do Estado máximo, nem do Estado mínimo, nós precisamos do Estado necessário. Nós sabemos que o mercado não vai resolver o problema da desigualdade. É preciso, portanto, a presença do Estado na formulação e na execução de políticas públicas naquilo que são as necessidades maiores da população brasileira: na saúde, na educação, na segurança, no transporte público", comentou.

Privatização é um dos temas da equipe econômica do governo Bolsonaro. "As atividades podem ser concedidas ao privado, principalmente, quando não se tem uma capacidade grande de investimento como não tem o nosso país, mas não podemos ter essa visão de que tem que privatizar tudo", observou.

O ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes, defende que o Brasil seguirá a linha do liberalismo econômico, com privatizações, desburocratização, reforma da Previdência e simplificação de impostos — mas sem perder o olhar social.



Tadeu defende reforma com transição

Tadeu Alencar acredita que a reforma da Previdência é necessária, mas defende que ela seja realizada através de um bom sistema de transição. Segundo ele, é preciso garantir que as mudanças sejam eficazes, mas não prejudiquem os trabalhadores. “É isso que a gente topa discutir, mas não topa discutir uma solução que seja apenas para atingir os mais pobres, os servidores públicos, deixando de levar em conta a necessidade de se coibir e perseguir essas fraudes que ainda existem no nosso país e, principalmente, a recuperação de créditos dos grandes devedores da Previdência Social”, disse.

Na opinião do socialista, não se pode atacar conquistas dos trabalhadores, enquanto não houver um sistema que possa recuperar os quase R$ 500 bilhões que as empresas devem à Previdência social no Brasil. Além disso, ele garantiu que, apesar de ser de oposição, o PSB vai analisar toas as propostas do governo Bolsonaro, de maneira a atender os interesses da população. A bancada do PSB aumentou de 30 deputados, na legislatura passada, para 32 deputados na legislatura atual.

Com informações da Agência Câmara Notícias




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