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MBL Recife reclama de ataques por optar não participar do ato pró-Bolsonaro

O movimento ainda fez críticas ao PSL e ao presidente Jair Bolsonaro

Publicado em 21/05/2019, às 10h57

A carta foi assinada pela coordenadora do MBL Recife, Tatielly Salustiano / Foto: Reprodução/Facebook
A carta foi assinada pela coordenadora do MBL Recife, Tatielly Salustiano
Foto: Reprodução/Facebook
Da Editoria de Política

Em carta aberta, o Movimento Brasil Livre (MBL) do Recife se posicionou sobre os ataques que está sofrendo nas redes sociais por escolher não participar do ato pró-Bolsonaro, marcado para o próximo domingo (26), no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. 

A coordenadora do movimento, Tatielly Salustiano, afirmou que os trechos do texto foram vazados por uma “pseudomilitante” e que há uma “onda massiva de ataques promovidos pelos setores mais radicais da recente direita brasileira”. 

No último domingo (19), a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), conhecida por ter sido uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, publicou uma série de mensagens no Twitter na qual afirma ser contra as manifestações que estão sendo convocadas para apoiar o presidente Jair Bolsonaro no dia 26 de maio.

 

 

"Pelo amor de Deus, parem as convocações! Essas pessoas precisam de um choque de realidade. Não tem sentido quem está com o poder convocar manifestações! Raciocinem! Eu só peço o básico! Reflitam!", escreveu. "Àqueles que amam o Brasil, eu rogo: não se permitam usar! Não me calei diante dos crimes da esquerda, não me calarei diante da irresponsabilidade da direita", afirma também.

Para ela, se as ruas estiverem vazias, Bolsonaro perceberá que terá de parar de "fazer drama" para trabalhar.

 

Críticas ao PSL

A carta ainda faz diversas críticas ao PSL, partido do presidente da República, Jair Bolsonaro. Segundo a coordenadora, os grupos que atacam o MBL e outros movimento da direita democrática “por puro fanatismo elegeram desde corruptos notórios até atores pornôs”.

"A reação antidemocrática, antiliberal e criminosa de pulhas defensores do autoritarismo apenas reforça nossas crenças liberais e nossas razões para não participarmos da manifestação intervencionista do próximo domingo (26)”, diz em um trecho da carta. 

Tatielly ainda critica a articulação que a sigla tem com o Congresso Nacional, o que chama de "cômica e vergonhosa". "Não há compromisso do PSL e, até mesmo, de parte do governo e de seus aliados mais radicais em aprovar as reformas urgentes de que necessita o Brasil. Na verdade, de Alexandre Frota a Vélez e Weitraub, o compromisso deles é em desmontar o Brasil. Por sorte, ainda há quem, por coerência ideológica e fidelidade ao futuro do Brasil, defenda a Reforma da Previdência e a PL anticrime do Ministro Moro", diz a carta.

Além do partido do capitão reformado, a líder do movimento na capital pernambucana ainda afirmou que Bolsonaro precisa entender a responsabilidade da função que exerce. "Somente quando Bolsonaro compreender o valor e a responsabilidade da função que exerce é que poderemos alcançar estabilidade. O próprio Ministro da Economia Paulo Guedes compreende isso e está engajado na articulação política dentro do Congresso Nacional".



Confira a carta completa: 

Muitos devem estar acompanhando a onda massiva de ataques promovidos pelos setores mais radicais da recente direita brasileira a movimentos de direita democrática, especialmente ao MBL.

Enquanto coordenadora municipal, fui posta no meio dessa crise, pois, um pseudomilitante covarde vazou trechos de uma circular do MBL Recife, em que expressávamos aos nossos associados a posição institucional diante da manifestação do dia 26.

A partir disso, passei a ser atacada por esses grupos extremistas e acéfalos que causam diariamente as crises que afundam e inviabilizam o governo Bolsonaro. Entre os grupos que orquestraram os ataques, assédios e ameaças a mim e a outros militantes do MBL, estão o “MPL” – movimento popular liberal – e o Direita Pernambuco. É público que seus militantes e apoiadores por meio do Twitter, Instagram e Whatsapp, com contas pessoais e fakes, defendem a agressão aos membros do MBL e a entusiasmada adesão à nocente interpretação do que reza o art. 142 da CF/88.

A reação antidemocrática, antiliberal e criminosa de pulhas defensores do autoritarismo apenas reforça nossas crenças liberais e nossas razões para não participarmos da manifestação intervencionista do próximo domingo (26).

Os grupos que hoje atacam o MBL a nível nacional e estadual são os mesmos que elegeram a cômica e vergonhosa bancada do PSL. Por puro fanatismo, elegeram desde corruptos notórios até atores pornôs.

A frágil relação do Presidente da República com a Câmara dos Deputados nasce na própria bancada do PSL, formada pelos lacradores da direita, por militares à moda sindical e por aproveitadores de toda ordem. Não há compromisso do PSL e, até mesmo, de parte do governo e de seus aliados mais radicais em aprovar as reformas urgentes de que necessita o Brasil. Na verdade, de Alexandre Frota a Vélez e Weitraub, o compromisso deles é em desmontar o Brasil. Por sorte, ainda há quem, por coerência ideológica e fidelidade ao futuro do Brasil, defenda a Reforma da Previdência e a PL anticrime do Ministro Moro.

Quem são os deputados compromissados com o país e o povo? A maioria deles são do Novo ou do MBL, contando ainda com alguns parlamentares do DEM, Cidadania e outras agremiações. Nem eu e nem o MBL queremos mal ao Presidente Bolsonaro. É de conhecimento de todos que nossas lideranças nacionais, Kim P. Kataguiri, Arthur do Val, Renan Santos, Fernando Holiday e outros se dedicaram com afinco à defesa do voto útil a Bolsonaro no 2° turno, sem que solicitassem nada em troca. Queremos, ao contrário dos intervencionistas no cio, que o Presidente tome, finalmente, posse da presidência.

Somente quando Bolsonaro compreender o valor e a responsabilidade da função que exerce é que poderemos alcançar estabilidade. O próprio Ministro da Economia Paulo Guedes compreende isso e está engajado na articulação política dentro do Congresso Nacional.

Falta que, assim como Paulo Guedes, os movimentos supracitados entendam a necessidade de colocar o governo para frente, como prometido em campanha, para que não se perca a governabilidade, os valores intrínsecos à democracia e, por conseguinte, tenhamos crescimento econômico.

Tatielly Salustiano, coordenadora MBL Recife.




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