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Geraldo Julio pede ‘urgência’ na revisão do pacto federativo a Bolsonaro

Para o socialista, a proposta que desconcentra os recursos da União é 'prioridade'

Publicado em 24/05/2019, às 13h15

O socialista foi o único prefeito a comparecer  / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
O socialista foi o único prefeito a comparecer
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Da Editoria de Política
Com informações de Douglas Fernandes do Blog de Jamildo

Em participação na reunião dos governadores com o presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (24), o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), pediu “urgência” na revisão do pacto federativo diante da situação de “aperto” fiscal dos municípios. Para o socialista, a proposta que desconcentra os recursos da União é “prioridade”.

“Presidente, a gente precisa muito, muito, muito de uma revisão do pacto federativo brasileiro porque quando a Constituição foi promulgada a gente tinha o compartilhamento de R$ 3 de cada R$ 4 que a União arrecadava para estados e municípios. A Constituição mudou, mas a receita mudou e no decorrer desses 30 anos em todos os governos a gente viu isso baixar praticamente para R$ 1,50. Ao invés de 75% ser compartilhado, hoje cerca de 40% é compartilhado (com estados e municípios). Os municípios estão realmente muito apertados”, disse o socialista.

Pacto Federativo

Uma proposta de revisão do pacto de federativo chegou a ser discutida pelo governo Bolsonaro e uma frente parlamentar foi criada para defender o projeto. A matéria, contudo, foi deixada de lado por receio dos governistas de atrapalhar a tramitação da reforma da Previdência. Defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a proposta de descentralizar os recursos da União em prol de estados e municípios foi bandeira de campanha de Bolsonaro.

“Em nome dos prefeitos dos Nordeste que governam quase 50 milhões de brasileiros, gostaria de ressaltar a prioridade e a urgência de uma revisão do pacto federativo e de políticas públicas que façam o combate à pobreza nesse país”, afirmou.

Em seu discurso na reunião, Geraldo Julio evitou comentar sobre os cinco primeiros meses de governo Bolsonaro. E ressaltou que falava sobre o que os últimos anos de governos passados. “Queria deixar claro que minha fala não diz respeito aos cinco meses de 2019, minha fala diz respeito a uma contribuição ao debate que precisa ser feito sobre o Brasil e o Nordeste. Eu queria a princípio deixar claro que aqui é uma agenda de trabalho, minha fala é de trabalho, de contribuição para que a gente possa fazer um debate um debate sobre o Nordeste e Brasil. Não diz respeito aos cinco meses de 2019, mas diz respeito aos últimos anos do que vem acontecendo no Brasil”, disse.

Encontro

O presidente se reuniu no Instituto Ricardo Brennand, complexo cultural da capital pernambucana, com 11 governadores. Todos da região estão presentes - Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Além deles, também foram convidados os governadores de Minas Gerais e Espírito Santo, abrangendo parte do Sudene. Parlamentares nordestinos, que cobravam a ida do presidente à região, também foram chamados.



Na primeira entrevista após assumir o cargo, Bolsonaro disse que os governadores nordestinos não deveriam pedir dinheiro a ele. "Não venham pedir nada para mim, porque não sou presidente. O presidente está lá em Curitiba", disse ele, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato. Bolsonaro, porém, argumentou que não abriria uma guerra política para não prejudicar os eleitores. "Não posso fazer uma guerra com governador do Nordeste atrapalhando a população. O homem mais sofrido do Brasil está na Região Nordeste. Vamos mergulhar para resolver muitos problemas do Nordeste."

A viagem de Bolsonaro foi precedida de encontros com esses governadores. Em uma reunião recente em Brasília, ministros palacianos apelaram por mais apoio à reforma da Previdência. Argumentaram que, apesar das diferenças políticas, não era mais tempo de "palanque". Os governadores disseram entender a necessidade da reforma, mas cobraram proteção aos pobres do Nordeste.

Manifestações

Durante visita presidencial a Pernambuco, apoiadores e críticos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foram às ruas da Capital para manifestar seus posicionamentos. O presidente desembarcou no Aeroporto Internacional do Recife na manhã desta sexta-feira (24) às 9h20 e seguiu para agenda no Instituto Ricardo Brennand, localizado na Várzea, Zona Oeste do Recife.


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Em frente ao Instituto, dezenas de pessoas se aglomeravam. Munidos de faixas e cartazes vermelhos, os protestantes mais críticos ao presidente, dividiam o microfone para discursar e entoavam músicas do anos 70 e 80. Houve princípio de confusão, mas já foi contida.

O batalhão de Choque chegou ao local pouco depois. Do lado das manifestações de apoiadores, o grupo veste verde e amarelo e carrega bandeiras do Brasil. Além de também dividir o microfone para discursos.





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