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Reforma da Previdência

Geraldo se diz a favor de manter estados e municípios nas regras gerais da Previdência

Segundo o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), ter leis sobre a Previdência em cada estado e município do País, como prevê a reforma, é inviável

Publicado em 21/06/2019, às 15h15

"Eu sou a favor que o Brasil permaneça em termos de Previdência como sempre foi: A Constituição Federal estabelecendo as normas gerais de Previdência", disse Geraldo
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Editoria de Política

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), voltou a fazer críticas a reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) durante o Debate da Super Manhã da Rádio Jornal nesta sexta-feira (21). Sobre a retirada dos estados e municípios, prevista no Substitutivo apresentado pelo relator do texto, deputado federal Samuel Moreira (PSDB), afirmou ser a favor de que eles permaneçam dentro das regras gerais. 

"Eu sou a favor que o Brasil permaneça em termos de Previdência como sempre foi: A Constituição Federal estabelecendo as normas gerais de Previdência. Eu acho que deve ser assim, porque não adianta mais de 5 mil leis diferentes em cada município. São 5500 municípios mais os estados. Não sou eu quem está pedindo para mudar. Estou dizendo que eu defendo como sempre foi, na Constituição Federal", afirmou Geraldo. 



Segundo o socialista, mesmo com o Substitutivo, que prevê uma economia de R$ 900 bilhões, menor que a inicial anunciada de mais de R$ 1 trilhão, ainda assim o ônus recai mais sobre a parcela da população que é aposentada pelo INSS, com renda média mensal de R$ 1200. "Eu não acho justo que as pessoas que ganham R$ 1200 por mês sejam responsáveis por fechar as contas do governo federal, porque tem gente que ganha muito mais", afirmou. 

Economia

Geraldo defendeu outras alternativas para ganho de recursos por meio da União, com impacto maior, segundo ele, do que a Reforma da Previdência, a exemplo da taxação de grandes fortunas, impostos sobre lucros e dividendos e redução da renúncia fiscal. "Agora, essas formas o governo Bolsonaro não faz porque mexe com os grandes. O imposto sobre grandes fortunas que vai mexer com 20 mil brasileiros, 0,09% da população brasileira podia render R$ 400 bilhões. Não está nem em discussão no Brasil, porque mexe com as grandes fortunas. No mundo inteiro, vários países tem isso", completou o prefeito. 




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