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Operação: Justiça Federal bloqueia R$ 2,8 mi do prefeito de Agrestina

A Operação Cosa Nostra foi deflagrada em 2017 e tem objetivo investigar fraudes em diversas prefeituras do Agreste do Estado

Publicado em 23/07/2019, às 08h40

O gestor também esteve envolvido na mesma Operação em 2017 / Foto: Divulgação
O gestor também esteve envolvido na mesma Operação em 2017
Foto: Divulgação
Da Editoria de Política
Com informações da Rádio Jornal de Caruaru

Nessa segunda-feira (22), através da Operação Cosa Nostra, deflagrada em 2017, a Justiça Federal de Pernambuco deferiu uma medida cautelar contra o prefeito de Agrestina, Thiago Nunes (MDB), onde bloqueou R$ 2,8 milhões do gestor. Segundo a Polícia Federal, a Operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que se instalou em diversas prefeituras do Agreste de Pernambuco. 

De acordo com informações da Rádio Jornal de Caruaru, o Ministério Publico Federal chegou a recorrer a decisão com aintenção de aumentar o valor bloqueado para aproximadamente R$ 7 milhões, pois segundo membros do MPF, a investigação indica que as empresas envolvidas no esquema criminoso apresentam fortes relações entre si e que teriam participado de processos licitatórios, em diversos municípios de Pernambuco, entre eles, a Prefeitura da Agrestina. 

A investigação ainda apontou que servidores e ex-servidores ocupantes de cargos proeminentes nas respectivas Prefeitura e Câmara Municipal seriam do referido grupo empresarial, sem descuidar da participação do Prefeito Thiago Nunes nas fraudes.

A Rádio Jornal de Caruaru, a Prefeitura de Agrestina informou que não se pronunciaria sobre o assunto. A reportagem tentou contato com Prefeitura nesta terça-feira (23), mas não obteve retorno até o fechamento dessa matéria. 



Relembre a Operação 

Deflagrada em 2017 pela Polícia Federal, a Operação Cosa Nostra teve como objetivo desarticular uma organização criminosa instalada em diversas prefeituras do Agreste do Estado. Na época, agentes públicos municipais foram suspeitos de fraudar processos licitatórios, utilizando laranjas, direcionando seus resultados. O valor dos recursos públicos destinados às empresas investigadas para beneficiar políticos, parentes e empresários gira em torno de R$ 100 milhões.

Ainda neste período, parentes e amigos próximos do prefeito de Agrestina, Thiago Nunes, e do secretário da administração eram laranjas da uma organização criminosa que fraudava processos licitatórios nos municípios de Agrestina, Panelas, Jurema, Água Preta, Lagoa dos Gatos, Bom Conselho, Jupi, Iati, Riacho das Almas e Angelim.

A PF explicou na época que um grupo abria empresas-fantasmas e fechava negócios com as prefeituras envolvidas. Empresas essas que foram criadas em 2013, justamente no início do mandato dos prefeitos. Além disso, emendas parlamentares foram destinadas para as prefeituras que estavam em processo de tratativa com empresa de origem escusas.




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