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ELEIÇÕES 2018

Em meio a processo sobre laranjas com PSL e Luciano Bivar, veja resumo das candidaturas do PSL em Pernambuco

O JC fez um levantamento de quanto o partido repassou para as sete candidatas aos cargos de deputada federal e estadual nas Eleições de 2018 em meio ao suposto esquema de laranjas no PSL

Publicado em 15/10/2019, às 20h44

A candidata ao cargo de deputada federal Lourdes Paixão (PSL-PE) teria sido usada para desviar recursos públicos  / Foto: Reprodução/ TRE-PE
A candidata ao cargo de deputada federal Lourdes Paixão (PSL-PE) teria sido usada para desviar recursos públicos
Foto: Reprodução/ TRE-PE
Rute Arruda
rarruda@sjcc.com.br

Desde o início de 2019, a Polícia Federal investiga um suposto esquema de candidaturas laranjas em Pernambuco pelo Partido Social Liberal (PSL) nas eleições de 2018. Por conta da denúncia, que veio à tona após matéria da Folha de S.Paulo, o presidente nacional do partido, Luciano Bivar, foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços do parlamentar em Pernambuco.

De acordo com a Polícia Federal, a candidata da deputada federal Lourdes Paixão teria sido usada para desviar recursos públicos. A reportagem do Jornal do Commercio fez um levantamento de quanto o partido disponibilizou de verba para as sete candidaturas femininas que o PSL teve em Pernambuco nas eleições do ano passado - tanto pelo Diretório Nacional quanto pelo diretório estadual.

Do diretório estadual, o PSL destinou um total de R$ 1.064.045,67 para o Pernambuco, sendo R$ 1.055.687,27 oriundos do Fundo Partidário e R$ 8.358,40 de doações. Do diretório nacional do partido, foram disponibilizados R$ 10.892.250,20, mas apenas duas candidatas em Pernambuco receberam uma parcela da verba da Executiva Nacional.

Candidata ao cargo de deputada federal, Lourdes Paixão é uma das suspeitas de ser uma candidata laranjas no PSL nas eleições de 2018. Ela chegou a prestar depoimento no dia 20 de fevereiro na sede da Polícia Federal, no Recife. De acordo com o advogado de Lourdes, Ademar Rigueira, o repasse da verba foi feito quatro dias antes da eleição.

Lourdes foi um das duas candidatas a receber do diretório nacional do PSL. Dos R$ 10.892.250,20 da Executiva Nacional, R$ 400.000,00 foram destinadas para a sua candidatura. Nas urnas, a pernambucana recebeu apenas 274 votos.

Concorrendo a uma das vagas na Assembleia Legislativa, a então candidata a deputada estadual Érika Siqueira foi a outra beneficiária do diretório nacional do PSL. Do montante total, ela recebeu R$ 250.000,00, ou 2,29% do total da verba do partido para as eleições. Nas urnas, Érika recebeu 1.315 votos.



Além de Lourdes, o PSL foi às urnas em Pernambuco com outras duas candidatas a deputadas federais. A diferença foi o total de recursos repassados pelo partido, além de ambas terem recebido do diretório estadual pesselista. Pela legislação, 30% das candidaturas proporcionais registradas pelas legendas para as eleições de 2018 tinham que ser de mulheres.

Enquanto Bete Oliveira recebeu R$ 10.000,00 (ou 0,93% do valor total), o PSL repassou para Bruna Karina R$ 2.000,00 (0,18% da verba total). Elas tiveram nas urnas, nessa ordem, 2.259 e 3.809 votos.

Para o pleito de deputada estadual, suprimindo Érika Siqueira, que recebeu via diretório nacional, Pernambuco teve outras três candidatas que tiveram o repasse do PSL para as eleições de 2018.

Uma das quatro candidatas ao cargo de deputada estadual pelo PSL em Pernambuco, Mariana Nunes recebeu R$ 128.000,00 (12,02% do valor do diretório estadual). Nas urnas, a candidata recebeu 1.741 votos. Já Talita Caldas recebeu R$ 10.000,00 (0,93%) e teve 6.829 votos. Por fim, Vanessa Chaves teve R$ 10.000,00 (0,93%) destinados para fazer campanha e ganhou, no dia da eleição, 929 votos.

Nenhuma das candidatas foi eleita para os cargos aos quais disputaram nas Eleições de 2018. Assim, o PSL não tem representante na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Na Câmara dos Deputados, o único representante do partido é o próprio Luciano Bivar - que recebeu R$ 1,8 milhão para a sua campanha.

O que foi a operação

A Operação Guinhol foi deflagrada para apurar crimes eleitorais e associação criminosa. As medidas de busca e apreensão foram deferidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) e, segundo a PF, “visam esclarecer se teria havido burla ao emprego dos recursos destinados às candidaturas de mulheres, tendo em vista que ao menos 30% dos valores do Fundo Partidário deveriam ser empregados na campanha das candidatas do sexo feminino”.




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