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AUTORREFORMA

João Campos minimiza defesa do PSB em se ''descolar'' do PT

O socialista afirma que não há dissonância dentro do PSB, mas que é natural ter posturas diferentes em outras regiões

Publicado em 02/12/2019, às 21h18

Para João Campos, cotado como candidato a Prefeitura do Recife, não há dissonância entre os interesses do PSB a nível nacional e estadual / Luiz Macedo/Câmara dos Deputados
Para João Campos, cotado como candidato a Prefeitura do Recife, não há dissonância entre os interesses do PSB a nível nacional e estadual
Luiz Macedo/Câmara dos Deputados
Editoria de Política
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O deputado federal João Campos, cotado para ser o candidato do PSB à sucessão do seu correligionário, o prefeito do Recife Geraldo Julio, nas eleições de 2020, minimizou a postura de dirigentes do partido, a nível nacional,  que pregam pelo descolamento do PT. Em Pernambuco, os petistas integram a Frente Popular, apesar de uma ala defender a candidatura própria na Capital, com o nome da deputada federal Marília Arraes . “Não acho que há dissonância no PSB. Nós vivemos em uma república federativa com 27 estados. A gente tem diferenças estaduais grandes e há diferenças regionais grandes em diversos aspectos, seja na cultura, seja na educação, seja nos indicadores socioambientais. É natural que dentro de uma grande nação partidária democrática como é o PSB, tenha os que defendem posições diferentes e distintas”, declarou o socialista, que esteve no Recife nesta segunda-feira (2) para prestigiar a posse da nova Mesa Diretora do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE).

Ainda segundo João Campos, o PSB tem uma posição muito bem definida de só fazer aliança com partidos “dentro do mesmo campo político, do campo da centro esquerda”. A relação com o PT foi um dos pontos debatidos pelo PSB, durante o processo intitulado de “Autorreforma”, realizado no Rio de Janeiro. No documento, “ Autorreforma do PSB - Subsídios para Elaboração do Programa Partidário (Provocação ao Debate)”, os socialistas afirmam que os erros da esquerda (PT,PDT,PCdoB e PSB) devem ser identificados. “Especialmente pelo PT, partido hegemônico no conjunto, que teve papel preponderante. De partida, uma vez no poder, trouxe para o núcleo duro de seus governos não os parceiros de empreitada da construção da democracia, mas o PMDB e agremiações que hoje estão no Centrão”, traz um dos trechos.

Apesar da menção aos petistas, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, alegou que esse deveria ser um papel de todos os partidos. “Nós só podemos decidir sobre o PSB. O que aconteceu em 2018, como ápice dessa crise, precisa ser repensado. Mas, cada um decide o que quer fazer. Não podemos obrigar ninguém a fazer autocrítica e autorreforma. Não existe democracia sem partidos políticos sólidos”,  pontuou Siqueira. Para o deputado Júlio Delgado (MG), os socialistas já vem se dissociando do PT. Durante a conferência nacional, ele citou a discordância do governo de Nicólas Maduro, da Venezuela e a saída do Foro de São Paulo. Além disso, há a postura favorável pela aprovação do projeto que permitiria a prisão após condenação em segunda instância - afetando diretamente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que ocasionou na libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 



Para João Campos, todo esse processo que o partido socialista se dispõe a enfrentar, é visto como um acerto diante da crise política vivenciada no Brasil.“As crises nas democracias liberais estão ocorrendo em todo o mundo e há uma clara crise entre os representantes e os representados. É importante compreender isso para ter estruturas partidárias que sejam aptas a responder às demandas da sociedade dentro da democracia, e  repito, que estão passando por dificuldades em todo mundo”, declarou o parlamentar. 

CANDIDATURA

Na abertura da conferência nacional da "Autorreforma do PSB - Brasil, um passo adiante", na última quinta-feira (28), o presidente do partido Carlos Siqueira citou nominalmente quais serão os candidatos as eleições municipais de 2020. O deputado federal João Campos figurou entre as possibilidades para a disputa no Recife. Segundo o deputado federal Tadeu Alencar, a fala de Siqueira se referia a necessidade do partido em lançar o maior número de candidatos. Além de João Campos, também foram citados Márcio França, para a disputa por São Paulo, e Julio Delgado em Belo Horizonte, por exemplo. 




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