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Humberto Costa volta a defender aliança do PT com o PSB no Recife

Candidatura da deputada federal Marília Arraes (PT) para a Prefeitura do Recife esbarra na permanência do partido na Frente Popular, liderada pelo PSB

Publicado em 27/12/2019, às 11h59

Nós vamos aceitar qualquer que seja a decisão final tomada pelo PT
Nós vamos aceitar qualquer que seja a decisão final tomada pelo PT", garantiu Humberto
Foto: Matheus Santos/NE10
Luisa Farias
lfarias@jc.com.br

Com informações da Rádio Jornal

Atualizada às 12h42

O líder do PT no Senado Federal, Humberto Costa, voltou a defender a permanência da aliança do PT com a Frente Popular, liderada pelo PSB, tendo em vista as eleições de 2020 no Recife. Durante o debate da Super Manhã da Rádio Jornal desta sexta-feira (27), o desejo de manter uma aliança nacional com os partidos de esquerda é um dos motivos para isso. O nome da deputada federal Marília Arraes (PT) vem sendo cotado para disputar a Prefeitura do Recife, mas esbarra nesse entendimento. 

>> "Vamos ter mais garantia que os processos serão isentos", afirma Humberto Costa sobre juiz de garantias

"Nós retornamos a uma posição de uma relação novamente com a esquerda, ela é importante também nacionalmente. Eu imagino que do ponto de vista dos partidos de esquerda, aquele que está mais organizado para a eleição presidencial é o PT e para ele é importante ter uma aliança nacional, uma das coisas que me faz defender a aliança aqui no Recife é porque eu creio que a aliança nacional é importante", afirmou Humberto. 

O senador ressaltou que, em um primeiro momento, a decisão sobre a tática eleitoral do PT no Recife será do próprio diretório municipal. No Processo de Eleições Diretas do PT (PED), Cirilo Mota, do grupo aliado a Humberto, conquistou o comando do partido na capital pernambucana. Mas a posição da Executiva Nacional do PT deve prevalecer.

"Em um primeiro momento é o município, o diretório municipal deve tomar uma posição, depois temos um encontro dos filiados para ter uma tática eleitoral, porem a última palavra quem vai dar é a (Executiva) nacional. Nós vamos aceitar qualquer que seja a decisão final tomada pelo PT", garantiu Humberto. 



Humberto reafirmou que, pessoalmente, não teria motivos para apoiar uma eventual candidatura de Marília Arraes, uma vez que nas eleições de 2018 ela não o apoiou para senador, tampouco o governador Paulo Câmara (PSB), na época candidato à reeleição e apoiado pelo PT. "Já disse a Marilia que a minha posição é essa, agora fique tranquila que se a posição (nacional) for apoiar a candidatura, eu vou estar na frente (da campanha)", afirmou. 

Questionado sobre a possibilidade de partidos que compõem a Frente Popular lançarem candidaturas próprias, diante da necessidade de fortalecer a eleição dos vereadores já que não será permitido mais coligações, Humberto disse concordar que o PT permaneça na Frente Popular independentemente disso. Já são ventiladas candidaturas de partidos aliados como o PDT, com Túlio Gadêlha, e o PSD, com André de Paula. 

"Acho que a Frente popular vai se manter. Agora, o que eu estou colocando é que o PT é um partido plural, nós vamos debater, mas no momento que nos definirmos qual é a posição vai todo mundo junto e vamos abraçar qualquer que seja a decisão. isso ai é muito claro, agora nos vamos debater, tentar convencer a Direção Nacional, dos daqui que é o melhor caminho. Vamos ver qual é o roteiro final", projetou Humberto. 

Nacionalização

Para Humberto, as eleições de 2020 vão servir como um termômetro do posicionamento da população sobre o governo de Jair Bolsonaro (Sem partido). "Acho que a eleição de 2020 vai ser muito importante porque a população brasileira tem uma característica de muitas vezes manifestar o seu apoio ou a sua discordância no voto. Acho que a eleição do ano que vem vão ser nacionalizadas, por isso que eu acho que temos que ter o mesmo discurso, derrotar a extrema direita e Bolsonaro", afirmou o senador. 




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