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José Eduardo Agualusa: um angolano em Olinda

Um dos nomes mais comentados da literatura contemporânea de língua portuguesa declara seu amor à cidade Patrimônio Histórico da Humanidade

Publicado em 24/11/2012, às 09h00

Humor e alegria são os principais atrativos da Cidade Alta, onde o autor chegou a morar por alguns anos / Chico Ludermir/Divulgação
Humor e alegria são os principais atrativos da Cidade Alta, onde o autor chegou a morar por alguns anos
Chico Ludermir/Divulgação
Bruno Albertim

O angolano José Eduardo Agualusa, 52 anos, viveu alguns dos anos 1990 em Olinda. Na cidade, escreveu parte de Milagrário pessoal, narrativa influenciada pelas cores locais. Uma das estrelas da última Fliporto, ele conversou com a reportagem do caderno Arrecifes sobre a paixão pela velha Marim dos Caetés. Mais de uma vez, afirmou: "Quero morrer em Benguela; como alternativa, pode ser Olinda."

 

JC – O que há de você em Olinda?
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA – Me apaixonei por Olinda porque me identifiquei, me reconheci na cidade. Me lembra Benguela, a cidade africana onde passava férias quando criança. O casario, as cores, o jeito de viver, de colocar cadeiras nas calçadas ao fim da tarde. Há uma certa alegria, um humor... Olinda me trouxe a infância.



JC– No Brasil, sabemos pouco da África contemporânea e cultuamos uma certa África idealizada. Tinha contato com a africanidade local?
AGUALUSA – Sim, sempre. Frequentava muitos grupos. Toda a cultura popular brasileira é imensamente africana. Ia ver os maracatus, os afoxés. Vi muitos grupos musicais também... Lembro do Querosene Jacaré.

JC – A memória e a identidade são temas recorrentes em sua obra. O que faz questão de não esquecer de Olinda?
AGUALUSA - Além do casario, as pessoas. Olinda é suas pessoas, suas relações, as portas abertas.

Leia a entrevista completa com o escritor no caderno Arrecifes do Jornal do Commercio deste domingo.





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