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Biografia de uma empresa cuja história se mistura com a da radiola de ficha

Sonidos Joguiar, que aluga radiolas de fichas desde a década de 1950 foi pinoeira na capital pernambucana

Publicado em 18/05/2014, às 00h01

Diversos tipos de radiolas compõem o cenário da Sonidos Joguiar / Foto: Dani Neves/JC Imagem
Diversos tipos de radiolas compõem o cenário da Sonidos Joguiar
Foto: Dani Neves/JC Imagem
Valentine Herold
vherold@jc.com.br

A história das radiolas de fichas no Recife é indissociável à da Sonidos Joguiar, localizada em frente ao Marco Zero. A empresa, nascida José da Silva Aguiar, foi pioneira em trazer as jukeboxes do exterior e alugá-las a estabelecimentos da capital pernambucana. Tudo começou em 1956, quando o jovem português, radicado na terra do frevo e dos maracatus, José da Silva Aguiar, decidiu, junto a seu irmão, Roberto, abrir a empresa. 

Hoje, quem comanda a Sonidos é o filho de José, Fernando Aguiar. “Quando meu pai chegou ao Brasil, ele trabalhava lavando copos em bares. Depois, teve a sorte de ganhar um carro numa rifa, vendeu-o e abriu seu próprio bar”, conta. Na época, as radiolas de fichas eram quase exclusividade dos cabarés . E o Bairro do Recife era o palco principal da história. 

“As máquinas vinham no navio Vera Cruz, de Portugal. No início, eram de segunda mão e meu pai, quando ia instalá-las, distribuía algumas fichas para o pessoal ir se adaptando à novidade. Acabaram se viciando”, conta, orgulhoso, Fernando, que começou a trabalhar com o pai aos 16 anos. Ele largou na época o emprego que tinha no Banco Mineiro do Oeste, que ficava localizado na Praça da Independência. 



Atualmente, a empresa tem disponível dezenas de modelos para aluguel, todas das marcas NSM, Wurlitzer e Row. A maioria dos clientes continua sendo os estabelecimentos comerciais, mas a quantidade de pessoas que chega até o térreo do antigo casarão do Bairro do Recife desejando alugar uma radiola para aniversário ou confraternização aumenta constantemente. O preço de um aluguel para uma noite varia de R$ 200 (para o Grande Recife) a R$ 300 (cidades mais distantes). 

“Esquentou mais essa história de aluguel de uns quatro anos para cá. Mas muito mesmo. Tenho cliente em Casa Forte, na Avenida Boa Viagem.” De rotulada como atração de cabarés de baixa categoria a objeto de desejo de todos para uma boa diversão, a velha radiola mostra que, além de boa música, é capaz de quebrar preconceitos.

Leia a matéria na íntegra na edição deste domingo (18) do JC Mais, no Jornal do Commercio.





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