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Aroldo Costa, o narrador do maior gol do mundo

Principal voz das jornadas esportivas das rádios Jornal e JC news mantém uma rotina de trabalho de alto rendimento

Publicado em 04/10/2014, às 14h00

Aroldo coordena o Escrete de Ouro, da Rádio Jornal / Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Aroldo coordena o Escrete de Ouro, da Rádio Jornal
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Amanda Tavares

A música Na canção, de Vinicius Cantuária, interpretada por Fábio Júnior, começa a tocar. Entre um verso e outro, o locutor Aroldo Costa saúda os ouvintes. Tem início mais uma transmissão de jogo de futebol pelas rádios Jornal e JC News, do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. A concentração do narrador, porém, começa muito tempo antes.

Aliás, os milhares de ouvintes que acompanham as transmissões e admiram o trabalho do radialista talvez nem tenham ideia, mas a preparação de Aroldo para cada jogo se assemelha muito à de um atleta profissional. Em dia de partida, nada de excessos. Seja de comida, bebida ou esforços físicos. É preciso preparar a mente e se concentrar para passar, da forma mais rápida e clara possível, sem ajuda de imagens, mas com toda a magia do rádio, os mínimos detalhes para quem está em casa, no carro, na rua, numa festa ou mesmo no estádio e não quer perder um minuto sequer de emoção. Há 21 anos, desde que transmitiu a primeira partida, em Garanhuns, Agreste pernambucano, esse tem sido o ritual do locutor. Tanta disciplina e profissionalismo garantem, além de uma voz limpa, muito fôlego para passar entre 20 e 24 segundos gritando gol, o que levou Aroldo Costa a ficar conhecido como “O maior gol do mundo”.

Aroldo começou participando de resenhas na Rádio Difusora de Garanhuns. Em 1995 passou a fazer, aos finais de semana, as aberturas das jornadas esportivas na Rádio Jornal de Caruaru, a convite do então diretor Aderval Barros. Em 1996 entrou oficialmente para a equipe do Escrete de Ouro. Em 97, foi para a Rádio Liberdade, também em Caruaru, onde ficou até 99, quando voltou à Jornal. De 2002 a 2005, passou pelas rádios Globo, CBN, Clube e Olinda. Em 2005 voltou mais uma vez à Rádio Jornal, onde permanece até hoje. Acumula no currículo narrações em jogos de três Copas do Mundo, vários campeonatos nacionais, regionais e estaduais. Foi repórter de rua, apresentador de programas, plantão esportivo. “Aprendi muito com todas as experiências, mas meu objetivo era mesmo ser narrador. Estar na cabine, descrever o que eu via, passar emoção para o ouvinte através da narração”, afirma. Hoje, aos 36 anos, além de narrador oficial das duas emissoras do Sistema Jornal do Commercio, coordena a equipe do Escrete.




A maneira regrada de levar a vida é o que ajuda o narrador a manter a voz em perfeito estado. Por um período, Aroldo foi acompanhado por uma fonoaudióloga, mas não persistiu nos exercícios vocais sugeridos. “Meu exercício é não exagerar na alimentação, nem nas bebidas. Como alimentos leves, evito líquidos gelados. Os com álcool, tomo raramente. E, antes do jogo, sigo todo um ritual de concentração: chego cedo ao estádio, leio sobre detalhes da partida, espero a lista de escalados. E, quando a narração tem início, a atenção, obviamente, é maior. A equipe que faz a jornada (repórteres, comentarista, plantão) não pode perder um lance. E o narrador é quem comanda o grupo. Tem que estar atento sempre. E, se possível, se desligar de qualquer problema externo. Uma noite maldormida ou uma alimentação pesada pode colocar tudo por água abaixo”, diz.


Restrições alimentares, carga horária pesada de trabalho, escalas de finais de semana e de feriado podem parecer sacrifício para qualquer pessoa. Para o narrador, são simplesmente características da rotina que ele escolheu encarar. “Sempre soube que seria assim. Domingo sem trabalhar é até estranho”, comenta Aroldo. Ele conta ainda que o sonho de estar numa cabine de locução fez com que vencesse um problema que, na imaginação de muita gente, atrapalharia definitivamente sua profissão: a timidez. “Sou muito retraído, tímido ao extremo. Tanto que, quando as pessoas me reconhecem na rua e fazem ‘aquela festa’, percebo que às vezes se decepcionam, pela minha reação. Mas não é a minha intenção ser chato com ninguém. Muitas vezes fico sem saber como agir, não me preparei para isso”, brinca. A decepção dos ouvintes provavelmente se dá por causa do comportamento do narrador diante do microfone. “Ali, dentro do estúdio ou da cabine, a timidez desaparece. O microfone me tranquiliza. Aliás, hoje, quando sou chamado para dar palestras em faculdades, se não tiver microfone, não me sinto à vontade”, afirma.

Leia matéria completa na edição do Jornal do Commercio deste domingo.

 




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