Jornal do Commercio
ENTREVISTA

Palestra da Campus Party discute o biohacking

Prática se refere a experimentos com biotecnologia feitos em casa

Publicado em 27/07/2012, às 09h06

Rodrigo Medeiros é um dos palestrantes que vão abordar o biohacking / Foto: Divulgação
Rodrigo Medeiros é um dos palestrantes que vão abordar o biohacking
Foto: Divulgação
Luísa Ferreira

Biotecnologia no quintal de casa. É isso que gente do mundo inteiro está fazendo, seja com objetivos práticos ou experimentais. O chamado biohacking, que tem poucos adeptos no País, será abordado pela primeira vez em uma edição brasileira da Campus Party. Às 18h desta sexta-feira (27) no Cenário Galileu, no Chevrolet Hall, Edson Barrus e Rodrigo Medeiros vão esclarecer o que é o biohacking, mostrar exemplos de dentro e fora do Brasil e apresentar o projeto Cão Mulato.

A seguir, confira entrevista com o designer de interação e pesquisador em visualização de informação e tecnologias livres Rodrigo Medeiros, curador do Cenário Galileu. No link Leia Também, veja a conversa com o zootecnicista e mestre em linguagens visuais Edson Barrus.

JC - O que você pretende abordar na palestra?

RODRIGO – Vou apresentar três projetos europeus, cada um com uma pegada diferente: um mais ligado à arte, outro à experimentação e outro à produção de design. A ideia é ver o papel do biohacking fora do país e mostrar o que é isso, já que ele é pouco compreendido aqui no Brasil.

JC – E como você define o biohacking?

RODRIGO – É como se os biohackers fossem biólogos de garagem, fazendo experimentações de biologia no esquema do faça-você-mesmo. 



JC - Essa ideia de que qualquer um pode manipular a vida costuma levantar polêmica, não é?

RODRIGO – É um assunto polêmico porque estamos trazendo uma discussão que era feita só em laboratório para a garagem de casa. Acredito que todo mundo deve ter acesso a essas tecnologias. Da mesma forma em que experimentamos e entendemos códigos para fazer software livre, etc., a ideia é entender um pouco mais a vida, o ser humano. Não estamos falando de grandes modificações. Não se trata de criar um laboratório gigante e mudar o mundo.

JC – O que os biohackers querem alcançar?

RODRIGO – O que eu tenho visto muito é experimentação artística. Tem uma artista plástica dentro de um grande laboratório trabalhando para fazer obra de arte a partir de modificações no DNA, por exemplo. Não consigo dizer qual é o objetivo imediato dessas pessoas e nem acho que esse seja o foco, acredito que é mais uma questão de experimentação mesmo.

JC – Qual a abrangência dessas práticas no Brasil?

RODRIGO – Aqui isso ainda é muito tímido. Tem casos com o de Edson, que é artístico, mas não são tão comuns. Esperamos conversar sobre isso, para quem sabe surgirem outras pessoas interessadas. 





Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Especial educação Especial educação
E se você descobrisse que o futuro ligado às tendências que irão norteá-lo já chegou? O mundo hoje é um mar de oportunidades, para conhecimento, informação e inovação. Cada vez mais o profissional precisa evoluir. Por isso veja o caminho a seguir
A revolução da ciclomobilidade: o exemplo de Fortaleza A revolução da ciclomobilidade: o exemplo de Fortaleza
A capital cearense, diferentemente da pernambucana – embora nordestina também – deu um salto na infraestrutura viária voltada para as bicicletas. A cidade está repleta de ciclofaixas. Por toda parte. E a grande maioria conectada
Cantos e Recantos Cantos e Recantos
A temporada de sol está nos espreitando, e a Praia de Boa Viagem é sempre uma opção de passeio. Mas que tal ousar um pouquinho na quilometragem e desbravar outros destinos? Pernambuco tem muitos lugares fantásticos e você vai adorar o roteiro que o JC fe

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM