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Filas de espera no lançamento mundial do iPhone X

Diversas cidades do mundo registram grandes filas dos fãs da marca; preço do smartphone pode chegar a mais de R$ 7 mil no Brasil

Publicado em 03/11/2017, às 19h19

Fila registrada na cidade de São Francisco, na Califórnia (EUA) / Foto: Elijah Nouvelage/AFP
Fila registrada na cidade de São Francisco, na Califórnia (EUA)
Foto: Elijah Nouvelage/AFP
AFP

As vendas mundiais do iPhone X começaram nesta sexta-feira (3), com as lojas da Apple tomadas por longas filas de fãs ansiosos para adquirir seu smartphone, que comemora o décimo aniversário do famoso aparelho.

Na Califórnia, que devido ao fuso horário foi um dos últimos estados a iniciar a venda do novo aparelho, longas filas se formaram em San Francisco.

Guilherme Rossi, 23 anos, veio do Brasil exatamente para comprar o novo aparelho para sua coleção de iPhones.

"Tenho um de cada (modelo). Logo quando saem eu compro e guardo os antigos em uma caixa", revelou Rossi, avaliando que a 999 dólares nos Estados Unidos o iPhone X está "caro".

"Mas é genial por tudo que traz", como tela OLED e reconhecimento facial...

'Não posso viver sem ele'

No meio da multidão de funcionários, clientes e jornalistas que lotam a loja totalmente envidraçada, Boris Ilin, de 18 anos, e seu amigo posam orgulhosamente com as caixas brancas dos telefones que acabaram de ser comprados.

Estar lá nas primeiras horas "é uma questão de princípio: é a Apple, sou um fã". O preço? "Eu não posso viver sem ele e eu preciso ter o mais recente", justifica o jovem sorridente, que, como muitos outros, nem testou o dispositivo antes de comprá-lo.

Nos últimos dias, a Apple se dedicou a estimular o desejo de fãs, pedindo-lhes que "chegassem cedo" à loja, sem se esforçar para negar os rumores de disponibilidade limitada do dispositivo.

Em Londres, Mohammed Haroon, de 17, explicou que o celular, de 999 libras (1.308 dólares), será, ao mesmo tempo, presente de aniversário e Natal.

Perto dele, Makan, cientista da computação de 30 anos, vê no iPhone X um "grande passo" tecnológico. Ele encomendou o seu pela Internet e foi recebido por um corredor de honra formado por funcionários.

"Trabalhei este verão para poder comprá-lo", explicou Jérémy, de 21 anos, estudante de engenharia, em uma loja de Paris. Ele escolheu a versão mais cara, de 1.300 euros (1.513 dólares) - mais do que um salário mínimo líquido na França (1.153 euros).



Em Frankfurt, na Alemanha, Timo, estudante de 16 anos, dirigiu 80 km de Heidelberg para adquirir seu celular - encomendado pela Internet - e garantiu que "todas as reservas acabaram em menos de dez minutos".

No bairro chique de Kolanki, em Atenas, a expectativa era menor na frente da loja da Apple, apesar de a gerente Natalia Ravela comemorar a "forte demanda" e o "sucesso do lançamento".

O advogado Vyron Hatzidromou, de 38 anos, "sempre compra a última versão quando sai, pelo 'hype' e pela diversão". Quase três vezes um salário mínimo grego (1.300 euros), o modelo em suas mãos é caro, "mas vale a pena", segundo ele.

Primeiros compradores na Ásia

Os clientes da região Ásia-Pacífico foram os primeiros a receber o aparelho.

Em Hong Kong, Keith Li, estudante de 22 anos, conta que todos os seus amigos economizaram para poder comprar o iPhone X. Em Cingapura, cerca de 300 fãs da marca passaram a noite em frente à Apple Store.

Apresentado em meados de setembro com o iPhone 8, o iPhone X vai competir com o Galaxy Note 8, da Samsung, e o Mate 10, da Huawei, no segmento de smartphones de luxo.

O iPhone representa mais de metade do volume de negócios da empresa californiana.

As declarações de seu CEO, Tim Cook, sobre os pedidos "muito fortes" do iPhone X e sua previsão de que o trimestre em curso "será muito bom" foram bem recebidas na Bolsa.

A Apple, que relatou uma alta de 19% no lucro líquido trimestral, a 10,7 bilhões de dólares, detém o primeiro lugar global em capitalização de mercado, com 890 bilhões de dólares.

Em Paris, a organização Attac convocou uma manifestação pelo lançamento do iPhone X, para denunciar "dez anos de evasão fiscal" que "permitiram [à Apple] acumular mais de 230 bilhões de dólares".


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